Como Abrir um Negócio

quinta-feira, julho 21, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens

Loja de ferragens
Apresentação do Negócio
O crescimento do mercado de construção e decoração no Brasil alavancou a demanda por armários, cozinhas planejadas e banheiros decorados, impulsionando o setor de ferragens e oferecendo excelentes oportunidades de negócios para empreendedores perspicazes e bons vendedores.
Também contribuem para o desenvolvimento do setor a abundância de reservas de minério de ferro existentes no Brasil, a qualidade do metal produzido pelas metalúrgicas e a competitividade do preço dos insumos.
Estruturada inicialmente para atuar na venda de pequenos objetos e acessórios de metais, a loja de ferragens hoje se tornou um centro de comércio e serviços de serralheria. Para quem está começando no setor, os itens que não podem faltar na loja são fechaduras, maçanetas, dobradiças, cantoneiras, aramados, puxadores e metais para cozinhas e banheiros.
Além do comércio de produtos, uma loja de ferragens pode ampliar o seu leque de atuação ao oferecer serviços de serralheria, como a fabricação de portas, janelas, portões, grades, pantográficas, persianas e placas. Algumas lojas ainda oferecem serviços de vidraçaria.
Em casa de ferreiro, o espeto não pode ser de pau. A previsão de demanda e o planejamento do negócio são fundamentais para o sucesso do empreendimento. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Loja de ferragens
Mercado
Com as complicações urbanas relacionadas a trânsito e violência, o lar transformou-se num ponto de recepção de amigos. A casa passou a ser um centro de entretenimento, com atrativos visuais harmônicos e luxuosos. A valorização do lar contribui para a adoção de modas e tendências em design de interiores, bem como para a contratação de decoradores e profissionais do ramo. Em dez anos, o Brasil passou de 4 mil para 10 mil decoradores registrados, além da criação de dezenas de novos cursos técnicos e faculdades de decoração.
O setor de decoração movimenta em torno de R$ 5 bilhões por ano no país. Os pontos comerciais, que somavam 20 mil há dez anos, hoje correspondem a mais de 40 mil. Os shopping-centers temáticos saíram do eixo Rio – São Paulo e já marcam presença em diversas cidades, tais como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Niterói.
Os elementos de decoração ganharam o conceito de qualidade de vida e superaram a característica de “luxo para poucos”. A internet e o aumento da quantidade de revistas sobre o tema formaram uma geração de consumidores mais informados e interessados em novidades.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo.
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre ferragens. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens
Estrutura
Para uma estrutura mínima com um ponto comercial, estima-se ser necessária uma área de 100 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com balcão de atendimento, caixa, empacotamento e entrega de produtos), escritório e depósito para estoque.
É conveniente que o espaço de vendas possibilite o auto-atendimento do cliente. O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Também deve haver espaço para um balcão vitrine e atendimento pelo vendedor. Este balcão serve para exposição e venda de objetos e acessórios, além de permitir a demonstração de produtos.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
O escritório destina-se ao atendimento a clientes especiais e fornecedores, além de funcionar como local de trabalho do proprietário. Deve ser composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e microcomputador.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, design dos móveis, iluminação, ventilação etc.

Loja de ferragens
Pessoal
O fator humano é fundamental para o sucesso de uma loja de ferragens. Contar com profissionais qualificados e comprometidos deve estar no topo da lista de prioridades do empreendedor.
O número de funcionários da loja vai variar de acordo com seu o tamanho. Em geral, uma pequena loja pode contar com dois vendedores, além do empreendedor. Suas atribuições são:
• Empreendedor: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Precisa manter contato com os fabricantes de metais e acompanhar as últimas tendências do setor;
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
Normalmente, a loja funciona em horário comercial das 10 às 18 h. Lojas situadas em shopping centers seguem o horário do centro comercial, normalmente das 10 às 22 h. Sábados e domingos são dias de grande faturamento. Dependendo do movimento e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento, exigindo a contratação temporária de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que, nesse segmento de negócio, os clientes satisfeitos ajudam na divulgação da loja para novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens
Equipamentos
Os materiais básicos para a instalação de uma loja de ferragens são:
• Vitrines e gôndolas;
• Balcão vitrine;
• Móveis e materiais de escritório;
• Telefone;
• Aparelho de fax;
• Microcomputador;
• Impressora;
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de ferragens
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de ferragens, estabelecida em uma área de 100 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 50 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 10.000,00;
• Capital de giro: R$ 5.000,00;
• Estoque inicial: R$ 25.000,00;
• Camas, mesas e cadeiras: R$ 4.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora: R$ 6.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.
 
Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

quinta-feira, julho 14, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Apresentação do Negócio
A loja de conveniência representa um dos símbolos do mundo contemporâneo. Com a correria do dia a dia nas grandes cidades e seus problemas crescentes de mobilidade urbana, as compras dos chamados produtos de conveniência são realizadas em horários noturnos e em locais estabelecidos no trajeto trabalho-casa. Cada vez mais consumidores se dispõem a pagar mais caro para adquirir estes produtos de forma rápida e cômoda.
Segundo pesquisa do Instituto Sinergia, a média de visitas às lojas de conveniência é de até seis vezes por semana, com maior frequência nas sextas e sábados à noite. O tempo de permanência dentro da loja é de nove minutos e o gasto médio de R$ 10. Cigarros e refrigerantes são os itens mais vendidos. Postos de combustíveis são os locais preferidos para a instalação das lojas.
Os principais produtos vendidos em lojas de conveniência são sanduíches, bebidas, salgados, doces, pratos congelados, sorvetes, cigarros e materiais de higiene e limpeza. Muitas lojas possuem até 700 itens para venda e oferecem serviços de lan-house, banco 24 horas, revistaria, tabacaria, lanchonete e espaço para relaxamento.
Há 20 anos, este tipo de comércio funcionava como um substituto para supermercados que não abriam no período noturno, vendendo miudezas e produtos básicos. Com o tempo, a loja virou um ponto para a realização de serviços, como acesso à internet e retirada de dinheiro. Alguns empresários já investem em novos serviços, tais como locadora de filmes, farmácias, lavanderias, lotéricas, postos dos Correios e correspondente bancário.
O sistema de franquias também representa uma boa opção para entrada neste ramo de negócios. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Loja de conveniência
Mercado
O mercado de lojas de conveniência acabou de completar 20 anos e já cresce ao ritmo de 20% ao ano, faturando R$ 200 milhões por mês e gerando 80 mil empregos diretos. O segmento movimenta R$ 3 bilhões por ano, com 6.000 lojas espalhadas no país.
As lojas estão presentes em aproximadamente 15% dos postos de combustíveis do país e são capazes de dobrar o faturamento do empreendimento. Aos poucos, o posto de abastecimento se converte em um posto de serviços, com pessoas se alimentando, fazendo compras e, eventualmente, abastecendo o carro.
No Brasil, cada loja de conveniência recebe, em média, 300 clientes por dia, faturando R$ 100 mil por mês. Segundo um estudo realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicon), o público consumidor é majoritariamente do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, de classes A ou B. A proporção entre casados e solteiros é equilibrada: 48% a 44%.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo;
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre o segmento;
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;
• Participação em seminários especializados.

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Estrutura
Uma loja de conveniência pode ocupar uma área mínima de 70 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com balcão de atendimento, caixa e entrega de produtos), depósito para estoque e banheiros.
O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Os fregueses são suscetíveis a impressões e informações adquiridas dentro das lojas. Portanto,as mídias fundamentais para transmitir mensagens mercadológicas são as paredes, tetos e corredores da loja. A loja em si tornou-se uma enorme propaganda tridimensional, com sinalizações, prateleiras e expositores estimulando as compras dos clientes. Estudos comprovam que quanto mais tempo o cliente permanece em uma loja, maior será o desembolso final.
Outra forma de aumentar a receita é trabalhar o cross-merchandising, ou seja, mesclar itens que possam atrair o interesse do cliente como queijos e vinhos, salgadinhos e bebidas ou massa e molho de tomate.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre layout, ergometria, fluxo de operação, iluminação, ventilação etc. 
 
Loja de conveniência
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a loja de conveniência exige a seguinte equipe:
• Proprietário: responsável pelas atividades administrativas, financeiras e da prestação dos serviços. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado.
• Administrativo: responsável pelo apoio aos vendedores, controle de estoque e execução de tarefas administrativas.
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
O fator humano é muito importante para o sucesso de uma loja de conveniência. A contratação de vendedores competentes e com boa experiência sustenta a qualidade do serviço prestado. Os funcionários devem ser qualificados e comprometidos com o trabalho.
De acordo com o horário de funcionamento e com o volume de trabalho, pode ser necessária a contratação de mais vendedores. Escalas e turnos de vendedores são úteis para as lojas que funcionam 24 horas. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. Além do aspecto técnico, a capacitação dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.  

Loja de conveniência
Equipamentos
Os equipamentos básicos para a instalação de uma loja de conveniência são:
• Vitrines e gôndolas;
• Freezers e geladeiras;
• Forno de microondas;
• Estufas;
• Microcomputadores, caixas, telefone e aparelho de fax.
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de conveniência
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de conveniência, estabelecida em uma área de 70 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 70 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 12.000,00;
• Vitrines, gôndolas e prateleiras: R$ 10.000,00;
• Freezers e geladeiras: R$ 8.000,00;
• Forno de microondas: R$ 500,00;
• Estufas: R$ 1.500,00;
• Capital de giro: R$ 10.000,00;
• Estoque inicial: R$ 18.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputadores e caixas: R$ 10.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

terça-feira, julho 12, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Apresentação do Negócio
Após um longo dia de trabalho, nada melhor do que se entregar aos encantos de Morfeu, o deus grego do sono. A importância do nosso repouso diário tornou-se foco de pesquisas científicas e ganhou destaque em reportagens de televisão e matérias jornalísticas. Noites mal-dormidas podem prejudicar o metabolismo humano, reduzir os níveis de insulina, aumentar o peso, atrasar a recuperação de doenças e ferimentos, desenvolver problemas psiquiátricos e reduzir a capacidade de aprendizado, memória, raciocínio lógico e cálculo matemático.
Um dos principais fatores que determinam à qualidade do sono é o colchão. Considerado uma das mais antigas invenções do mundo, o colchão surgiu por causa do incômodo de dormir diretamente sobre o chão. Inicialmente, as pessoas juntavam folhas para reduzir o desconforto, principalmente no inverno. Posteriormente, costuravam folhas, palhas e ramos entre peles de animais, formando uma espécie de coxim que se assemelhava mais ao nosso colchão atual.
Nas civilizações egípcias, romanas e gregas, o colchão tornou-se um símbolo de luxo. Os romanos desenvolveram o colchão de palha, algodão, lã e pele animal. Com o surgimento da cama, por volta do século XVI, o colchão era colocado em uma estrutura de madeira, sobre uma treliça de cordas fixas. Em 1889, o texano Daniel Hayness inventou uma máquina que comprimia algodão, criando a indústria de colchões. A estrutura de molas foi inventada pelo alemão Herinch Westphal, após a Revolução Industrial.
O maior problema apresentado pelos colchões primitivos era o acúmulo de insetos, causado pelo enchimento orgânico não tratado. Já os colchões de algodão mofavam em climas quentes e úmidos.
Atualmente, as pesquisas de novos materiais e a aplicação de alta tecnologia, inclusive com a utilização de técnicas da Nasa (Agência Aeroespacial Norte-Americana), aumentaram o padrão de qualidade dos colchões, permitindo um elevado nível de conforto, durabilidade e resistência.
Ancorada no crescimento da demanda, a indústria de colchões também ampliou a oferta de tipos de molejo. Cada dia, mais as pessoas procuram comparar os modelos e testar as marcas. Hoje, ao chegar numa loja, o cliente pode escolher se o seu colchão será de espuma, de mola, de látex, de visco elástico, de água, de algodão, de palha, de lã, inflável, ortopédico, elétrico, magnético, antialérgico, antiácaro ou com pillow top.
O aumento da consciência e do nível de informação dos consumidores também elevou o cuidado dos clientes com a compra do seu colchão. Afinal, que outro produto consumimos diariamente, por 8 horas ininterruptas, durante vários anos?
A ampliação da oferta de modelos impactou diretamente no varejo do setor, multiplicando as lojas especializadas em venda de colchões. O negócio já representa a realização do sonho de milhares de empreendedores que conhecem o segmento e possuem habilidades comerciais. Canais adicionais de venda como catálogos e comércio eletrônico também potencializam a receita da loja.
O empreendedor só não pode dormir no ponto. A previsão de demanda e o planejamento do negócio são fundamentais para o sucesso do empreendimento. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Mercado
A indústria de colchões movimenta cerca de R$ 2,6 bilhões no Brasil ao ano, atingindo crescimento médio anual de 10%. A grande maioria desse mercado é ocupada por colchões de espuma, com 90% de participação. Os 10% restantes correspondem às peças feitas à base de molas e tecidos, e aos colchões especiais, como hospitalares. O selo de qualidade Pró-Espuma, desenvolvido pelo Iner – Instituto Nacional de Estudos do Repouso -, já certificou 15 milhões de colchões por meio de testes de laboratório, nos últimos 15 anos.
Com a abertura do mercado para a importação de produtos internacionais, as lojas de colchões incorporaram novos modelos, como os colchões americanos de mola, com tamanho maior do que os nacionais.
O varejo de colchões já conta com mais de 10 mil lojas. A excelente performance deste setor atraiu uma grande variedade de empresas, acirrando a concorrência no mercado e ampliando a oferta ao consumidor. A melhor alternativa para se destacar ainda é apresentar um diferencial nos serviços prestados (preço, atendimento, inovação).
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo.
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre colchões. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.

Loja de colchões
Estrutura
Para uma estrutura mínima com um ponto comercial, estima-se ser necessária uma área de 100 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. As principais mercadorias da loja – os colchões – ocupam muito espaço.
Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com mesa e cadeiras), escritório e depósito para estoque. A área de exposição deve ter camas com colchões para que o cliente deite e experimente os produtos.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
O escritório destina-se ao atendimento a clientes especiais e fornecedores, além de funcionar como local de trabalho do proprietário. Deve ser composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e microcomputador.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, design dos móveis, iluminação, ventilação etc.

Loja de colchões
Pessoal
O fator humano é fundamental para o sucesso de uma loja de colchões. Contar com profissionais qualificados e comprometidos deve estar no topo da lista de prioridades do empreendedor.
O número de funcionários da loja vai variar de acordo com seu o tamanho. Em geral, uma pequena loja pode contar com dois vendedores, além do empreendedor. Suas atribuições são:
• Empreendedor: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Precisa manter contato com os fabricantes de colchões e acompanhar as últimas tendências do setor;
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
Normalmente, a loja funciona em horário comercial das 10 às 18 h. Lojas situadas em shopping centers seguem o horário do centro comercial, normalmente das 10 às 22 h. Sábados e domingos são dias de grande faturamento. Dependendo do movimento e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento, exigindo a contratação temporária de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que, nesse segmento de negócio, os clientes satisfeitos ajudam na divulgação da loja para novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Equipamentos
Os principais equipamentos de uma loja de colchões são:
• Aparelho de fax;
• Impressora;
• Microcomputador;
• Móveis e materiais de escritório;
• Telefone.
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de colchões
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de colchões, estabelecida em uma área de 100 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 50 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 10.000,00;
• Capital de giro: R$ 5.000,00;
• Estoque inicial: R$ 25.000,00;
• Camas, mesas e cadeiras: R$ 4.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora: R$ 6.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados

Loja de calçados
Apresentação do Negócio
Calçado é o nome dado a sapatos, botinas, sandálias, enfim, a tudo que cobre e protege os pés.
Antigamente, calçados se dividiam em categorias: aqueles que protegiam a planta dos pés e eram atados com cordões e os que cobriam inteiramente os pés.

Os primeiros correspondiam a caliga, calçado militar, que deixava os dedos inteiramente livres, tais como a solea, crepida, baxae e sandálias. Os outros, ao contrário, deixavam os pés cobertos com couro, tais como calceus, mulleus, pero, coturno e phaecasium, e eram fabricados em couro.

Os grandes borzeguins dos franceses e dos gauleses sucederam as elegantes botinas galo-romanas que as Cruzadas mudaram pelas batouches crochues, origem do famoso calçado “poulaine” – polaina.
No fim do século XV, foi adotado para todos os calçados o bico de pato. Depois surgiram as formas longas Henrique III, as botas quadradas Henrique IV. Sapatos e botas não tinham saltos. No século XVII começou-se a usar o salto e bem depressa chegou-se ao excesso no gênero, sendo o sapato chambre uma das referências desse estilo.
Na sequência, do tempo de Luís XV, voltaram os sapatos planos trazidos pela moda inglesa, seguida somente pelos cortesãos. No tempo de Napoleão I foi observada a moda do século anterior, mas os homens usaram botas até a Restauração.
No tempo de Luís Filipe vemos aparecer os sapatos e botinas de elástico e a bota de verniz, que era escondida pela calça. No Brasil tornam-se características as chinelas bordadas das baianas. A maioria dos calçados são de couro, pelica, camurça, tecidos, palhas, cordas, borracha, madeira e a indústria oferece couros infinitamente variados em resistência, espessura, maciez, aspecto e cor.

Loja de calçados
Mercado
As lojas de calçados tiveram uma grande expansão nos maiores centros urbanos do país, principalmente nos últimos 10 anos. Esse crescimento se deveu muito a melhoria dos calçados comercializados no país e também por uma mudança cultural, em que uma boa parte da sociedade passou a preferir a compra de novos calçados em detrimento de consertá-los, o que estimulou a demanda para esse segmento.
Nesse mercado apresentam-se como opção três tipos de lojas: as multimarcas, tipo mais comum e que trabalha simultaneamente com vários fornecedores e modelos de calçados; a franqueada, que negocia especificamente os modelos fabricados pela marca representada e as lojas de fábrica, que além de normalmente só negociarem o próprio calçado, costumeiramente contam com preços competitivos.
Em relação às lojas multimarcas, é necessário possuir um bom feeling na hora de contratar funcionários e muita habilidade para negociar com fornecedores, representantes e até mesmo diretamente com a clientela, pois tem que realizar o papel principal do estabelecimento, apostando em novas marcas (em geral com preços mais atrativos) ou em empresas consagradas (cujo público fiel costuma compensar os preços mais altos dos produtos), e criando estratégias eficazes de marketing.
Se for uma loja franqueada, as preocupações serão mais específicas. Como a loja só irá negociar calçados fabricados pela empresa escolhida, seu leque de negociações ficará mais restrito. Porém, vários cuidados fundamentais, antes de contratar o negócio, devem ser adotados. O custo/benefício dos produtos, a contrapartida e as garantias oferecidas ao franqueado são um bom começo.
Por fim, a loja pode ser do tipo fabricante, então poderá montar um atacado juntamente com a loja de varejo de sua marca. Sendo que um dos primeiros passos é definir em que local será instalada tal loja, pois a localização deverá ser em local diferente da indústria.
Para aqueles empreendedores que acreditam que uma maior tranquilidade poderá ser um bom negócio, poder-se-á iniciar seu ingresso nesse novo mercado via franquia. Isto porque trata-se de um produto conhecido do grande público, tornando-se mais prático e talvez um pouco mais garantido que os outros tipos de lojas, como exemplo cita-se algumas marcas que trabalham com o sistema de fraqueamento: Via Uno, Samello, Arezzo, Andarella, entre outras.
Mas também tem a desvantagem de normalmente os preços não serem tão atrativos, o que poderá ser um limitador de público-alvo.

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados
Estrutura
O tamanho da estrutura física para instalação de uma loja de calçados varia, segundo a expectativa do empreendedor, na comercialização de calçados e outros itens que compõe o seu empreendimento.
Assim, apresenta-se abaixo uma estrutura para uma loja de calçados de médio porte, considerando a disponibilização de espaços específicos para exposição dos produtos comercializados na loja, atendimento/vendas, estoque/depósito e área administrativo-financeira. Sugere-se que o ideal para o início de uma loja de calçados seja de aproximadamente 60m².
Os espaços indicados acima devem ser dotados de layout adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue:
a. Exposição dos produtos: espaço dotado de expositores de calçados, de preferência em amplas vitrines de vidros voltadas para a área de trânsito de pedestres;
b. Atendimento/Vendas: essa área deve ser ampla o suficiente para a alocação de cadeiras/sofás ou outras formas de assentos que possibilitem aos clientes provarem os calçados de seu interesse. Esse espaço será utilizado para que os vendedores abordem os clientes que entram na loja de calçados;
c. Estoque/Depósito: nesse espaço deverão estar dispostas as prateleiras que receberão os pares de calçados, em caixas, a serem comercializados;
d. Administrativo-financeiro: esse espaço é destinado à elaboração das tarefas administrativas e financeiras da loja de calçados, tais como fechamento do caixa, conciliações das vendas via cheque, dinheiro, cartões de crédito, crediário, contas a pagar, dentre outros. Também será executado nessa área as tarefas de controle de estoques, compras e outras atividades de escritório.
Não existe uma regra clara e objetiva para a definição da estrutura física necessária para instalação de uma loja de calçados. Mas como em qualquer outro empreendimento, os departamentos deverão ser separados da melhor forma para que seja possível conseguir a maior produtividade possível de cada colaborador.
 
Loja de calçados
Pessoal
O quadro de pessoal de uma loja de calçados irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento. Apresenta-se abaixo o quadro de pessoal para uma loja de médio porte, que deverá ser aproximadamente 06 (seis) funcionários:
• Dois vendedores;
• Um estoquista;
• Um auxiliar administrativo;
• Um caixa;
• Um gerente.
Os vendedores, estoquista e o gerente deverão conhecer bem das mercadorias comercializadas na loja de calçados.
Ressalta-se ainda que o proprietário do negócio deverá estar presente em todas as operações da empresa, principalmente acompanhando a área de vendas e estoque, bem como a parte de gestão administrativo-financeira da empresa.

Loja de calçados
Equipamentos
Os principais equipamentos para o funcionamento de uma loja de calçados são:
a. Prateleiras;
b. Vitrine;
c. Balcão para atendimento geral;
d. Mostruário;
e. Máquina de calcular;
f. Máquina registradora ECF;
g. Microcomputador;
h. Impressora;
i. Cadeiras/sofás;
j. Telefone;
k. Fax.
Basicamente são esses os itens principais que são requeridos em uma loja de calçados. A parte de tecnologia não é tão expressiva, contudo faz-se necessário que o empreendedor invista na aquisição de um software que auxilie no controle de estoque, frente de caixa, contas a receber, crediário, contas a pagar, etc..

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados
Investimentos
O investimento para montar uma loja de calçados deverá girar em torno do que segue abaixo:
EQUIPAMENTOS PARA A ÀREA OPERACIONAL
1. Prateleiras - 8 – R$ 1.400,00
2. Vitrine - 3 – R$ 1.270,00
3. Balcão para atendimento - 2 – R$ 800,00
4. Cadeiras – 15 –  R$ 2.250,00
5. Espelhos – 4 – R$ 800,00
6. Máquina de calcular portátil – 6 – R$ 150,00
7. Máquina registradora - 1 – R$ 1.250,00
8. Microcomputador – 3 – R$ 3.900,00
Total Equipamentos........................R$ 11.820,00
MOBILIÁRIO PARA A ÁREA ADMINISTRATIVA
1. Microcomputador – 2 - R$ 2.600,00
2. Impressora laser – 1 - R$ 600,00
3. Mesa - 2 - R$ 500,00
4. Cadeira – 6 - R$ 900,00
5. Fax – 1 - R$ 450,00
6. Telefone – 2 - R$ 100,00
Total Mobiliário..................... R$ 5.150,00
TOTAL DE EQUIPAMENTOS/MOBILIÁRIO - R$ 16.970,00
Em relação ao investimento para aquisição de mercadorias será aproximadamente de R$ 60.000,00, distribuídos entre os itens que são necessários para estruturar inicialmente uma loja de calçados. Esse montante deverá ser distribuído entre os produtos que serão comercializados em seu empreendimento.
Observação: se a loja for em formato de fraqueada, o franqueador tem definido o montante de investimento inicial.
Na parte do imóvel, o montante a ser investido em reforma e adequação às necessidades da empresa é extremamente variável, pois dependerá do material de construção que será empregado, bem como o espaço a ser utilizado. No entanto, como deve ser uma estrutura com um visual bastante chamativo, o custo nesta área irá girar entre R$ 12.000,00 a R$ 25.000,00.
Não está previsto no investimento acima indicado o valor do software para automação da loja de calçados, isto porque o empreendedor poderá encontrar soluções tecnológicas de valores variados.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

segunda-feira, julho 11, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos

Loja de brindes ecológicos
Apresentação do Negócio
A presente idéia de negócio contém informações necessárias e úteis para o empreendedor em potencial avaliar melhor a decisão de montar uma empresa de brindes ecológicos. São questões como localização, tipos de produtos e segmentos a serem buscados, alguns números do setor e do mercado e dicas importantes a serem pensadas durante o processo de abertura da empresa.
O negócio de brindes não é um fenômeno atual, é um mercado de longa data e que vem se diversificando ao longo do tempo. Acompanha tendências mundiais, hábitos dos consumidores e, em algumas vezes, sugere mudanças comportamentais.
Os brindes são elaborados de diversas formas e matérias-primas como plásticos, papéis, metais, borrachas, vidros, tecidos, podendo ser fabricados os mais variados tipos de produtos; camisetas, bonés, lápis, canetas, blocos de papel, pastas, sacolas, chaveiros, pen-drives,  dentre outros. O foco da utilização dos brindes sempre foi o de promover a marca de quem está entregando o brinde, na tentativa de fidelizar o cliente, demandando um grande esforço de divulgação.
Atualmente, esses produtos também possuem como objetivo demonstrar as novas tendências que a empresa ofertante está seguindo, como no caso dos brindes ecológicos, utilizados pelas empresas mostrarem que possuem consciência ambiental, na tentativa de demonstrar que está preocupada com o bem estar ambiental de todos.
Considera-se brinde qualquer tipo de objeto ou material personalizado com a marca do produto e/ou da empresa, que possa gerar afinidade, fidelidade, associação direta com a marca. Os principais atrativos são o baixo valor exigido para se montar uma empresa de brindes ecológicos e todo tipo de festa ou data comemorativa para alavancar a produção, como a copa do mundo.
Nesta idéia de negócio vamos focar principalmente numa empresa de vendas de brindes ecológicos cujo principal meio de divulgação e de comercialização seja a internet.
Loja de brindes ecológicos
Mercado
"Segundo Salvador (2008), o mercado brasileiro de brindes está em plena expansão, com crescimento anual da ordem de 10%. Esses resultados ocorrem pois o brinde é um instrumento muito importante para alavancar as vendas de uma empresa, servindo como propaganda da empresa e associando a marca aos produtos, divulgando a imagem de uma empresa, em campanhas promocionais. São várias formas de utilização que trazem um resultado efetivo. Uma empresa fica sabendo que a outra está distribuindo brindes e quer fazer também. É uma tendência mundial.
Ainda segundo Salvador, os brindes ecológicos são atualmente a coqueluche do mercado. Estão seguindo uma consciência ecológica que vem tomando conta das pessoas, dos mercados mundiais. Atualmente, todas as pessoas e empresas estão preocupados com o meio ambiente. Principalmente numa época em que estão sendo discutidas questões fundamentais para a preservação do planeta e para a elaboração de uma agenda que substituirá o Protocolo de Kioto, que se extingue em 2012.
No setor de brindes, qualquer novidade é importante. É um gancho para a campanha da empresa. O comprador tem consciência que isso vai ajudar o planeta e por aí vai. É como uma bola de neve, todos aderem à novidade e quando percebemos o negócio já é um sucesso. No próximo ano, a previsão é que os brindes ecológicos atinjam de 20% a 30% do mercado. (SALVADOR, 2008)
Conforme apresentado na revista eletrônica da Pequenas Empresas, Grande Negócios, o mercado de brindes no Brasil deve faturar este ano mais de R$ 6 bilhões. E a previsão é de um crescimento médio de 10% nos próximos anos. Atualmente, existem cerca de quatro mil fabricantes de brindes no país.
  
Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos
Estrutura
O empreendedor, ao iniciar seu negócio deverá prestar atenção as reais necessidades que terá para por sua empresa para funcionar. Assim, cabe mencionar inicialmente que uma empresa de brindes ecológicos não necessita de uma grande estrutura para realizar as suas atividades, principalmente se ela funcionar somente como uma empresa de representação dos produtos de outras empresas, necessitando apenas de uma estrutura comercial para realizar e centralizar as vendas.
Assim, pensando no caso acima mencionado, de uma empresa de representação de brindes ecológicos com foco em vendas pela internet, será necessária uma sala comercial ou uma loja, composta de salas para o pessoal administrativo e comercial, de marketing e tecnologia da informação, assim como várias outras áreas necessárias ao funcionamento de uma empresa. Tudo deve depender do volume esperado. Uma empresa de brindes ecológicos de pequeno porte pode funcionar dentro da casa do próprio dono, por exemplo, ou como dito, em sala comercial.
O espaço necessário para se trabalhar com essa empresa é de 15 m², podendo possuir, em casos de escritórios maiores, divisórias ou estações de trabalho para a equipe realizar suas atividades.
Se o intuito for montar uma fábrica de brindes ecológicos, com equipamentos específicos, a estrutura deverá ser maior, para comportar a produção e ser mais eficiente. Ai já haveria a necessidade de pelo menos 100 m².
Um espaço muito importante a ser pensando é a recepção, considerada a fachada, a porta de entrada do cliente. É nela muitas vezes que o cliente é ganho. Esta deve comportar, ao menos, uma mesa para secretária com cadeiras e sofá para espera dos clientes e uma vitrine para exposição dos produtos comercializados. Um pequeno espaço deve ser reservado para estocar pequenas quantidades de produtos.
Pense em ambientes arejados onde possam ser aproveitadas, quando couber, luz e ventilação natural, evitando custos desnecessários. 
Loja de brindes ecológicos
Pessoal
A necessidade de pessoal, tal qual o tamanho da infra-estrutura, vai depender diretamente do volume de vendas esperada pelo empreendedor. O pessoal necessário para trabalhar numa empresa de brindes ecológicos em geral não são especialistas, não havendo necessidade de mão-de-obra especializada.
Para uma pequena empresa de comércio de brindes são necessárias poucas pessoas para gerenciar o negócio, fazer as vendas e cuidar das atividades administrativas, que nesse caso pode ser o próprio dono, mais uma pessoa para assessoramento, como uma secretária ou mesmo outro sócio. Mais uma pessoa para efetuar a limpeza cotidiana do local.
Se a idéia do empreendedor for montar uma fábrica de brindes ecológicos, haverá a necessidade de um número maior de funcionários e com qualidades técnicas especificas para cada etapa produtiva, bem como para as áreas administrativas: gerência financeira, vendas, contador, faxineiros, dentre outros já mencionados.
É interessante que as pessoas tenham treinamento para uso e conservação de equipamentos ligados ao processo produtivo, para redução de desperdícios e higiene pessoal e do local de trabalho.

Loja de brindes ecológicos
Equipamentos
Os equipamentos necessários também variam com o tamanho do volume esperado pelo empreendedor. Como a atividade é prestação o comércio de produtos, a necessidade de equipamentos é mínima, principalmente quando parte dos serviços é terceirizada, ou realizada por outras empresas parceiras.
Como não haverá processo produtivo para a idéia de negócio aqui apresentada, os principais equipamentos necessários serão os computadores, impressoras, telefones, ventiladores, ar condicionado, móveis e utensílios de escritório, dentre outro. Também serão utilizados softwares para editoração, diagramação, criação de gráficos e designs para as artes a serem impressas em camisas, blocos, canetas, se for o caso.
No caso de uma fábrica de brindes ecológicos, os equipamentos a serem adquiridos deverão ser pensados a depender do tipo de produto a ser elabora. No caso de camisetas ecológicas, máquinas de serigrafia, no caso de canetas ecológicas feitas de embalagens  longa vidas, impressoras de canetas, dentre outros produtos.
Uma ressalva deve ser efetuada nesse momento. Como o foco aqui é a comercialização via internet, se faz necessário que os equipamentos de informática sejam dimensionados e adquiridos especificamente para os fins desejados, com melhores desempenhos e capacidades de processamento e armazenamento. 

Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos
Investimentos
Os investimentos necessários para uma empresa de brindes ecológicos são:
EQUIPAMENTOS
QUANTIDADE
VALOR UNITÁRIO
VALOR TOTAL
Armário
2
 R$         699,00
 R$     1.398,00
Sofás para recepção
1
 R$     1.000,00
 R$     1.000,00
Arquivo
1
 R$         499,00
 R$         499,00
Telefone
1
 R$         409,00
 R$         409,00
Microcomputador
3
 R$     2.500,00
 R$     7.500,00
Estação de trabalho com mesa e cadeira
4
 R$     1.000,00
 R$     4.000,00
Impressora jato de tinta
2
 R$         350,00
 R$         700,00
Impressora laser colorida
2
 R$     2.000,00
 R$     4.000,00
Balcão, Vitrine e Expositor
1
 R$     5.000,00
 R$     5.000,00
Desenvolvimento do sitio da internet
1
 R$   25.000,00
 R$   25.000,00
Softwares e licenças
1
 R$     2.000,00
 R$     4.000,00
Mesa digitalizadora
1
 R$     1.500,00
 R$     1.500,00
Impressora Fiscal
1
 R$     1.749,00
 R$     1.749,00
TOTAL GERAL
 R$   56.755,00
Por possuir uma grande diversidade de preços, necessidades e estilos, não foi quantificada a construção ou reforma do espaço físico, sendo esta uma necessidade a ser pensada de acordo com a localidade e estado do local onde será estruturada a empresa.
Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

domingo, julho 10, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de bolsas e calçados

Loja de bolsas e calçados
Apresentação do Negócio
A oferta de modelos de calçados tem crescido, assim como de vários itens do nosso vestuário. Esta oferta de produtos responde à uma necessidade da moda em ser mais democrática, onde fazer moda significa nos produzirmos de maneira mais individual. Indo nesta direção, as tendências de moda, que são frutos do resultado medido pelos formadores de opinião em relação às possibilidades numa determinada estação, apresentam cada vez mais opções.
Na história do calçado não é diferente, são objetos que independem do corpo para existirem, têm estrutura própria, eles têm volumes próprios. Exceção feita a uma parte das sandálias que necessitam dos pés para existirem. Os calçados que encontramos nas vitrines têm as formas bem diversificadas e se apresentam cada vez mais como resultado de pesquisas super elaboradas e maior riqueza de materiais.
Bicos finos e alongados, largos, arredondados ou quadrados com finalizações dos tipos mais variados, irregulares, em triângulo e ou voltados para cima; com saltos das mais diferentes alturas e tipos, finos, grossos, arredondados, em forma de carretel, finos quando vistos pela lateral, plataformas e com acabamentos dos mais diversos, pintados, esculpidos, forrados em tecido, palha, couro e fabricados com diferentes matérias-primas, tais como: madeira, pvc transparente, acrílico, metal.
Segundo o estudo "A indústria de Calçados Tradicional- Diagnóstico da Competitividade" (SEBRAE, 1998), o calçado é constituído de uma parte superior denominada cabedal, e outra inferior, o solado. O cabedal, que cobre e protege a porção superior do pé, divide-se em três partes: gáspea (frente), lateral e traseiro. O solado é a parte do calçado que se interpõe entre o pé e o solo. Complementam o cabedal e o solado vários outros componentes: contrafortes, palmilhas, biqueiras, tacões, saltos, almas-de-alço, calcanheiras, cadarços, lingüetas, ilhosés etc., os quais, variam de acordo com o tipo, uso, modelo e o sistema de fabricação do calçado.
Os quatro principais segmentos da cadeia calçadista são: curtume, componentes e acessórios, calçados (de couro e materiais sintéticos), artefatos de couro (bolsas, cintos, etc.). Além disso, ainda integram a cadeia calçadista a indústria de máquinas, os frigoríficos e o setor pecuarista.
De acordo com a Abicalcados (2009), nas últimas quatro décadas, o Brasil tem representado um importante papel na história do calçado. O maior país da América Latina é um dos mais destacados fabricantes de manufaturados de couro, detendo o terceiro lugar no ranking dos maiores produtores mundiais, tendo importante participação na fatia de calçados que aliam qualidade e design a preços competitivos.
Já as bolsas, são acessórios indispensáveis do guarda-roupa feminino. As bolsas, além de terem a utilidade de guardar e organizar objetos e documentos, funcionam como um importante item de moda que, muitas vezes, retrata a personalidade da consumidora. Existem verdadeiras jóias nesse segmento. Vários ícones e marcas são conhecidos mundialmente. Não há dúvidas que a bolsa feminina deixou de ser apenas um artigo feito exclusivamente para carregar objetos, para as mulheres a bolsa representa status, filosofia de vida e através da  moda  as bolsas ganharam um glamour especial.
Nesta "Idéia de Negócio" serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir uma loja de bolsas e calçados. Entretanto, este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio, deve ser consultado o SEBRAE mais próximo.


Loja de bolsas e calçados
Mercado
A indústria brasileira de couro e calçados mantém uma estrutura heterogênea, com predominância quantitativa de pequenas e médias empresas, mas concentração do emprego e da produção nas mãos de um número reduzido de grandes empresas, reproduzindo internamente uma característica observada no plano internacional.
Dados do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) apontavam a existência de aproximadamente 13 mil estabelecimentos na indústria brasileira de couro e calçados em 2006. Somente no segmento de calçados havia cerca de 8,8 mil empresas, concentrando em torno de 67,5% do número de estabelecimentos da indústria. O segmento de artefatos de couro incluía quase 2,8 mil empresas (21,4% do total). Os segmentos de couro e de partes de calçados continham um número relativamente reduzido de empresas, respectivamente, 815 e 625 estabelecimentos. A predominância de pequenas e médias empresas pode ser facilmente observada: no segmento de calçados, o número de estabelecimentos com até 9 funcionários representava 64,7% do total em 2006. Por volta de 60% das empresas fabricantes de partes de calçados também empregavam até 9 funcionários. Por sua vez, no segmento de couro, o número de empresas nesta faixa de emprego representava 50,2% do total no mesmo ano. No segmento de artefatos de couro, este número sobe para um patamar ainda mais elevado: 72,6% (RAIS/MTE).
Segundo estimativas do IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) disponíveis no documento Resenha Estatística 2009 elaborado pela Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria de Calçados), a produção brasileira de calçados atingiu 808 milhões de pares em 2007, destacando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais. Em 2004, a produção brasileira de calçados chegou a atingir a casa dos 900 milhões de pares, mas passou a reduzir anualmente chegando a 803 milhões de pares estimados em 2008.
Igualmente conforme a Abicalcados (2009), apesar da maior concentração de empresas e pessoal ocupado na produção de calçados estar localizada no estado do Rio Grande do Sul, considerado o berço do calçado no Brasil, a produção brasileira está gradualmente sendo distribuída para outros pólos. Estes estão localizados nas regiões Sudeste e Nordeste do país, sendo destacado o interior do estado de São Paulo (cidades de Jaú, Franca e Birigui), bem como estados emergentes como Paraíba, Ceará e Bahia. Há também crescimento na produção de calçados no estado de Santa Catarina (região de São João Batista) e em Minas Gerais (região de Nova Serrana e Belo Horizonte).
Os pólos calçadistas têm em comum a abundante disponibilidade de mão-de-obra qualificada, oferta de matéria-prima, tecnologia em processos e equipamentos que resultam na capacidade de produção dos mais variados tipos de calçados e com flexibilidade para atender de forma ágil as demandas na transição de uma temporada para outra.
Com relação à estrutura do setor calçadista, verifica-se uma grande variedade de fornecedores de matéria prima, máquinas e componentes, que, aliada à tecnologia de produtos e inovações, faz do setor calçadista brasileiro um dos mais importantes do mundo.
Em 2008, três estados representaram 88% das exportações brasileiras em US$: Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo.
Ainda no que se refere ao mercado mundial, durante a década de 80, observou-se o avanço das economias em desenvolvimento no domínio do mercado mundial de calçados, destacando-se principalmente a participação da China que é responsável pela maior produção e exportação de calçados no mundo (Rabelo de Souza, 2003).
Este fato pode ser explicado pelas estratégias adotadas pelos países desenvolvidos que vêm se concentrando em segmentos industriais mais especializados e de alta tecnologia, enquanto as economias em desenvolvimento se dedicam a segmentos que necessitam mais intensivamente de mão-de-obra barata.
Apesar da redução do volume exportado nos últimos anos, o Brasil tem se capacitado cada vez mais para exportar para diversos países dos diferentes continentes, fortalecendo sua importância no mercado calçadista mundial. Atualmente são mais de 140 países de destino, fornecendo 166 milhões de pares.
Considerando os dez maiores compradores de calçados brasileiros, nota-se que estes representam a importância de 73% das divisas geradas com os embarques para o exterior em 2008. Os Estados Unidos mantém a primeira posição como principal destino dos calçados brasileiros com uma representatividade de 25,7% nas divisas, com 484 milhões de dólares.
Tendências do comércio mundial de calçados
o        elevação dos valores negociados em todos os segmentos da indústria: couro, calçados e artefatos de couro;
o        liderança do segmento de calçados, principalmente dos produtos de cabedal de couro, apesar do maior crescimento relativo dos calçados de cabedal de plástico/borracha e têxtil;
o        concentração das exportações mundiais de calçados a partir de um grupo reduzido de países: predomínio dos países asiáticos, mas com forte presença da Itália e do Brasil;
o        concentração das importações mundiais de calçados nos EUA;
o        destaque da China e do Brasil no comércio mundial de calçados: aumento de participação da China e redução da participação do Brasil ao longo da década atual.
Oportunidades: Brasil é um forte produtor e competidor da indústria de couros
A indústria brasileira de calçados possui uma grande vantagem comparativamente a outros países: a existência de uma forte e consolidada indústria de couros, principal matéria-prima na confecção de calçados e bolsas.
A cadeia produtiva coureiro-calçadista é um dos grandes motores da economia nacional. O complexo industrial é formado pelos setores de curtumes, de componentes, de máquinas e de artefatos de couro. Trata-se de um negócio que movimenta receita superior a US$ 21 bilhões anuais, reúne 10 mil indústrias e emprega mais de 500 mil pessoas.
É importante ressaltar que existem vários curtumes artesanais, sem qualquer registro formal, com a produção voltada, basicamente, para os mercados regionais de calçados rústicos e artesanatos.
Ameaças: produtos de baixo custo (concorrência com a China) e de baixo valor agregado (setor informal da economia)
De acordo com o Relatório Setorial elaborado em setembro de 2008 pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e UNICAMP (Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), o crescente deslocamento da produção mundial para países asiáticos, principalmente para a China, tem acompanhado a tendência de reorganização mundial da cadeia de produção, de comercialização e de distribuição de calçados. Nos países asiáticos, os grandes compradores têm encontrado fornecedores de produtos relativamente mais baratos. A China tem apresentado reduzido custo de mão-de-obra e economias de escala, com capacidade de atendimento a elevados lotes de pedidos a custos baixos. Ademais, tem mantido sua moeda nacional desvalorizada com relação ao dólar, estimulando exportações de grande parte da produção local de calçados.
No período 2000-2007, por exemplo, houve queda de participação brasileira nos valores importados de calçados por seu principal mercado consumidor (Estados Unidos): de 8,1%, em 2000, para 5,3%, em 2007, enquanto a China ocupava grande parte do mercado importador norte-americano, passando de 36,3%, em 2000, para 60,3%, em 2007. A comparação do comportamento dos preços médios dos calçados de cabedal de couro brasileiros e chineses importados pelo mercado norteamericano contribui para a compreensão do movimento ora analisado. Enquanto o preço médio dos calçados de couro brasileiros exportados para os Estados Unidos aumentou de US$ 11,4, em 2000, para US$ 17,8, em 2007, os preços médios dos calçados de couro chineses exportados para o mesmo mercado não somente se mantiveram em patamares bastante inferiores como também se elevaram relativamente menos, de US$ 5,4, em 2000, para US$ 7,1, em 2007. Esta diferença de preços certamente está relacionada aos reduzidos custos de produção atingidos pelos fabricantes chineses de calçados. Desta forma, o Brasil tem claramente perdido espaço para a China no maior mercado importador de calçados do mundo: os EUA.
Além da “ameaça chinesa”, um outro fator preocupante, em âmbito nacional, é a existência de inúmeros produtores e lojistas informais. Muitos desses produtores confeccionam bolsas e calçados de baixo valor agregado com preços abaixo dos praticados no setor formal da economia representando fortes concorrentes.


Loja de bolsas e calçados
Estrutura
De acordo com o documento como abrir seu negócio: loja de calçados, a estrutura básica deve contar com uma área mínima de 62m², que será distribuída entre o escritório, estoques de produtos, loja e pequena copa e banheiro para os Funcionários.
O arranjo físico da loja (caixas, vitrines, espelhos, assentos) deve ser feito levando em consideração o fluxo de vendedores e clientes inseridos no processo de vendas.
As vitrines, nesse tipo de comércio são peças fundamentais de atração de clientes. Geralmente é olhando a vitrine que o cliente decide se vai ou não entrar na loja e experimentar alguns pares. Os espaços indicados acima devem ser dotados de layout adequado, respeitando a movimentação dos clientes, conforme segue:
a. Exposição dos produtos: espaço dotado de expositores de calçados, de preferência em amplas vitrines de vidros voltadas para a área de trânsito de Pedestres;
b. Atendimento/Vendas: essa área deve ser ampla o suficiente para a alocação de cadeiras/sofás ou outras formas de assentos que possibilitem aos clientes provarem os calçados de seu interesse. Esse espaço será utilizado para que os vendedores abordem os clientes que entram na loja de calçados;
c. Estoque/Depósito: nesse espaço deverão estar dispostas as prateleiras que receberão os pares de calçados, em caixas, a serem comercializados;
d. Administrativo-financeiro: esse espaço é destinado à elaboração das tarefas administrativas e financeiras da loja de calçados, tais como fechamento do caixa, conciliações das vendas via cheque, dinheiro, cartões de crédito, crediário, contas a pagar, dentre outros. Também serão executados, nessas áreas, as tarefas de controle de estoques, compras e outras atividades de escritório. Não existe uma regra clara e objetiva para a definição da estrutura física necessária para instalação de uma loja de calçados.
Mas como em qualquer outro empreendimento, os departamentos deverão ser separados da melhor forma para que seja possível conseguir a maior produtividade possível de cada colaborador.
Além disso, a loja deverá causar uma boa impressão a todos que a visitam. Para que tudo funcione adequadamente é necessário um layout despojado, atraente e funcional.
Alguns pontos importantes a serem observados:
• Fachada: esse item é extremamente importante a ser elaborado, pois será um excelente meio de oferecer uma visão positiva da loja. Assim,a fachada deverá ser elaborada o mais adequado possível, visando com isto que o público veja a loja de calçados e ache a bastante interessante, sendo então um atrativo a mais na busca
de clientes.
• Entrada: a porta de acesso principal da loja de calçados deve facilitar ao máximo a entrada de pessoas ao seu empreendimento. Assim, a largura mínima deve comportar a passagem de cadeirantes e de outros clientes que sejam portadores de quaisquer necessidades especiais. Se a porta de acesso tiver que permanecer fechada, é melhor que seja de vidro, para que o cliente possa visualizar o interior da loja. A porta mais indicada é a de dupla face, com uma folha abrindo para dentro e outra para fora, com os avisos "empurrar / puxar" bem visíveis. Quem atende uma clientela feminina deve pensar na entrada e na circulação de carrinhos de bebê, evitando desníveis no piso.
• Espaço: normalmente, os espaços de uma loja de calçados, quaisquer que sejam as proporções, sempre parecerão apertados se os móveis ocuparem mais de 40% da área. Se a loja for pequena, existem algumas soluções engenhosas, como recursos de iluminação, pintura em cores claras e espelho, que aumentam a sensação de espaço e a luminosidade deve ser de preferência natural.
• Circulação: a área de circulação no interior da loja deverá ser estruturada, de preferência, com corredores amplos e planejados para que os clientes circulem na
direção que preferir, preservando sempre uma visão plena dos produtos.
• Vitrine externa: além de elemento da fachada, é onde se exibem produtos. Dá também uma idéia da personalidade da loja e é o primeiro contato do cliente com o interior da loja, que ele vê através do vidro.
• Prateleiras: as prateleiras deverão funcionar como um prolongamento da vitrine, buscando com isso ampliar o espaço para exposição dos produtos comercializados em outros ambientes.
• Caixa: o posicionamento do caixa deverá ser em um local estratégico, tanto em relação à facilidade de localização pelo cliente quanto de ser um ponto de observação para controlar o movimento da loja, evitando assim possíveis extravios de mercadorias e também manter um bom controle do atendimento pelos vendedores.


Loja de bolsas e calçados
Pessoal
Selecionar as pessoas que irão trabalhar na sua empresa, exige que considere cuidadosamente as habilidades específicas exigidas para cada tipo de atividade que desenvolverão. Na linha de vendas, por exemplo, é fundamental que empregue mão-de-obra qualificada, que apesar da facilidade em encontrar bons vendedores nunca é demais fazer uma reciclagem usando as diversas opções de treinamento.
Um campeão de vendas, saber ouvir, tem boa vontade, é persistente e flexível, criativo, ágil, prestativo e que tem iniciativa. Essas características podem ser desenvolvidas através de treinamentos periódicos, lembrando que não só os funcionários e gerentes devem ser treinados, mas também, o dono do empreendimento deve sempre se atualizar para se manter competitivo no mercado.
O quadro de funcionários de uma loja de bolsas e calçados irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento. Apresenta-se abaixo o quadro de pessoal para uma loja de pequeno/médio porte, que deverá ser de aproximadamente 06 (seis) funcionários:
• Dois vendedores;
• Um estoquista;
• Um auxiliar administrativo;
• Um caixa;
• Um gerente.
Os vendedores, estoquista e o gerente deverão conhecer bem das mercadorias comercializadas na loja de bolsas e calçados. Ressalta-se ainda que o proprietário do negócio deverá estar presente em todas as operações da empresa, principalmente acompanhando a área de vendas e estoque, bem como a parte de gestão administrativo-financeira da empresa.
Recomenda-se ainda a adoção de uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios de natureza financeiros ou outros. Assim, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens como a criação de vínculo entre funcionários e clientes e ainda a diminuição de custos com:
·        recrutamento e seleção,
·        treinamento de novos funcionários,
·        custos com demissões.


Loja de bolsas e calçados
Equipamentos
Os equipamentos implementados dependem da estrutura que vai ser montada variando de acordo com o processo e mecanismo de trabalho adotado. Dentre os principais equipamentos necessários para uma loja de bolsas e calçados, podemos destacar:
            Prateleiras;            Vitrine;            Balcão para atendimento geral;             Mostruário;             Máquina de calcular;             Máquina registradora ECF;             Microcomputador;             Impressora;             Cadeiras/sofás;             Espelhos;             Telefone;             Fax.
Basicamente são esses os itens principais que são requeridos em uma loja de bolsas e calçados. A parte de tecnologia não é tão expressiva, contudo é importante que o empreendedor invista na aquisição de um software que auxilie no controle de estoque, frente de caixa, contas a receber, crediário, contas a pagar, etc..


Loja de bolsas e calçados
Investimentos
Investimento consiste na aplicação de algum tipo de recurso esperando, um retorno superior aquele investido, em um determinado período de tempo. O investimento que deve ser feito em um empreendimento varia muito de acordo com seu porte.
Considerando uma loja de pequeno porte, voltada para venda no varejo, montada numa área de 62m², será necessário um investimento de R$ 60mil, aproximadamente, que deverá girar em torno dos seguintes itens abaixo:
EQUIPAMENTOS PARA A AREA OPERACIONAL
1. Prateleiras - 8 – R$ 1.400,00
2. Vitrine - 3 – R$ 1.270,00
3. Balcão para atendimento - 2 – R$ 800,00
4. Cadeiras – 15 – R$ 2.250,00
5. Espelhos – 4 – R$ 800,00
6. Máquina de calcular portátil – 6 – R$ 150,00
7. Máquina registradora - 1 – R$ 1.250,00
8. Microcomputador – 3 – R$ 3.900,00
9. Impressoras- 1- R$ 600,00
10. Aparelhos de ar condicionado- 2- R$ 1.500,00
Total Equipamentos........................R$ 13.920,00
MOBILIÁRIO PARA A ÁREA ADMINISTRATIVA
1. Microcomputador – 2 - R$ 2.600,00
2. Impressora laser – 1 - R$ 600,00
3. Mesa - 2 - R$ 500,00
4. Cadeira – 6 - R$ 900,00
5. Fax – 1 - R$ 450,00
6. Telefone – 2 - R$ 100,00
7. Aparelho de ar condicionado-1- 750,00
Total Mobiliário..................... R$ 5.900,00
TOTAL DE EQUIPAMENTOS/MOBILIÁRIO - R$ 19.820,00
Na parte do imóvel, o montante a ser investido em reforma e adequação às necessidades da empresa é extremamente variável, pois dependerá do material de construção que será empregado, bem como o espaço a ser utilizado. No entanto, como deve ser uma estrutura com um visual bastante chamativo, o custo nesta área irá girar entre R$ 20.000,00 a R$ 40.000,00.
Os valores acima relacionados são apenas uma referência para constituição de um empreendimento dessa natureza. Para dados mais detalhados é necessário saber exatamente quais produtos serão oferecidos pela loja e qual o seu porte. Nesse sentido, aconselhamos ao empreendedor interessado em constituir esse negócio, a realização de levantamento mais detalhado sobre os potenciais investimentos depois de elaborado seu plano de negócio (para elaboração do plano de negócio procure o Sebrae do seu estado).
Além disso, os valores acima irão variar conforme a região geográfica que a loja irá se instalar, da necessidade de reforma do imóvel, do tipo de mobiliário escolhido, etc.


Fonte:

http://www.sebrae.com.br/

Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.