quinta-feira, julho 14, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Apresentação do Negócio
A loja de conveniência representa um dos símbolos do mundo contemporâneo. Com a correria do dia a dia nas grandes cidades e seus problemas crescentes de mobilidade urbana, as compras dos chamados produtos de conveniência são realizadas em horários noturnos e em locais estabelecidos no trajeto trabalho-casa. Cada vez mais consumidores se dispõem a pagar mais caro para adquirir estes produtos de forma rápida e cômoda.
Segundo pesquisa do Instituto Sinergia, a média de visitas às lojas de conveniência é de até seis vezes por semana, com maior frequência nas sextas e sábados à noite. O tempo de permanência dentro da loja é de nove minutos e o gasto médio de R$ 10. Cigarros e refrigerantes são os itens mais vendidos. Postos de combustíveis são os locais preferidos para a instalação das lojas.
Os principais produtos vendidos em lojas de conveniência são sanduíches, bebidas, salgados, doces, pratos congelados, sorvetes, cigarros e materiais de higiene e limpeza. Muitas lojas possuem até 700 itens para venda e oferecem serviços de lan-house, banco 24 horas, revistaria, tabacaria, lanchonete e espaço para relaxamento.
Há 20 anos, este tipo de comércio funcionava como um substituto para supermercados que não abriam no período noturno, vendendo miudezas e produtos básicos. Com o tempo, a loja virou um ponto para a realização de serviços, como acesso à internet e retirada de dinheiro. Alguns empresários já investem em novos serviços, tais como locadora de filmes, farmácias, lavanderias, lotéricas, postos dos Correios e correspondente bancário.
O sistema de franquias também representa uma boa opção para entrada neste ramo de negócios. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Loja de conveniência
Mercado
O mercado de lojas de conveniência acabou de completar 20 anos e já cresce ao ritmo de 20% ao ano, faturando R$ 200 milhões por mês e gerando 80 mil empregos diretos. O segmento movimenta R$ 3 bilhões por ano, com 6.000 lojas espalhadas no país.
As lojas estão presentes em aproximadamente 15% dos postos de combustíveis do país e são capazes de dobrar o faturamento do empreendimento. Aos poucos, o posto de abastecimento se converte em um posto de serviços, com pessoas se alimentando, fazendo compras e, eventualmente, abastecendo o carro.
No Brasil, cada loja de conveniência recebe, em média, 300 clientes por dia, faturando R$ 100 mil por mês. Segundo um estudo realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicon), o público consumidor é majoritariamente do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, de classes A ou B. A proporção entre casados e solteiros é equilibrada: 48% a 44%.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo;
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre o segmento;
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;
• Participação em seminários especializados.

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Estrutura
Uma loja de conveniência pode ocupar uma área mínima de 70 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com balcão de atendimento, caixa e entrega de produtos), depósito para estoque e banheiros.
O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Os fregueses são suscetíveis a impressões e informações adquiridas dentro das lojas. Portanto,as mídias fundamentais para transmitir mensagens mercadológicas são as paredes, tetos e corredores da loja. A loja em si tornou-se uma enorme propaganda tridimensional, com sinalizações, prateleiras e expositores estimulando as compras dos clientes. Estudos comprovam que quanto mais tempo o cliente permanece em uma loja, maior será o desembolso final.
Outra forma de aumentar a receita é trabalhar o cross-merchandising, ou seja, mesclar itens que possam atrair o interesse do cliente como queijos e vinhos, salgadinhos e bebidas ou massa e molho de tomate.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre layout, ergometria, fluxo de operação, iluminação, ventilação etc. 
 
Loja de conveniência
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a loja de conveniência exige a seguinte equipe:
• Proprietário: responsável pelas atividades administrativas, financeiras e da prestação dos serviços. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado.
• Administrativo: responsável pelo apoio aos vendedores, controle de estoque e execução de tarefas administrativas.
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
O fator humano é muito importante para o sucesso de uma loja de conveniência. A contratação de vendedores competentes e com boa experiência sustenta a qualidade do serviço prestado. Os funcionários devem ser qualificados e comprometidos com o trabalho.
De acordo com o horário de funcionamento e com o volume de trabalho, pode ser necessária a contratação de mais vendedores. Escalas e turnos de vendedores são úteis para as lojas que funcionam 24 horas. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. Além do aspecto técnico, a capacitação dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.  

Loja de conveniência
Equipamentos
Os equipamentos básicos para a instalação de uma loja de conveniência são:
• Vitrines e gôndolas;
• Freezers e geladeiras;
• Forno de microondas;
• Estufas;
• Microcomputadores, caixas, telefone e aparelho de fax.
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de conveniência
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de conveniência, estabelecida em uma área de 70 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 70 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 12.000,00;
• Vitrines, gôndolas e prateleiras: R$ 10.000,00;
• Freezers e geladeiras: R$ 8.000,00;
• Forno de microondas: R$ 500,00;
• Estufas: R$ 1.500,00;
• Capital de giro: R$ 10.000,00;
• Estoque inicial: R$ 18.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputadores e caixas: R$ 10.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

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