Como Abrir um Negócio

quinta-feira, novembro 03, 2011

Como Abrir - Montar um Sacolão

Sacolão
Apresentação do Negócio
 Os sacolões surgiram na década de 70 no estado de Minas Gerais. O seu sistema de vendas consistia basicamente em negociar diversos produtos por um preço único. O cliente colocava os produtos que desejava em uma sacola e pesava-os juntos. Essa é a origem do termo “Sacolão”.  Mas foi a partir da década de 80, que os sacolões receberam um impulso do poder público com as CEASAs (Centrais de Abastecimento), que forneciam todo tipo de assistência técnica possível e estimularam sua expansão, obtendo uma excelente aprovação entre a população.
     
      Os Sacolões foram criados com os seguintes objetivos básicos:
*  “Propiciar um novo canal de distribuição de produtos hortigranjeiros para as populações de menor poder aquisitivo e, conseqüentemente, elevar a disponibilidade nutricional diversificada àquelas populações, com base nos teores de vitaminas e proteínas encontrados em larga escala nos produtos hortícolas;
* Propiciar a distribuição também de produtos hortigranjeiros com classificação não comercial, aumentando a renda dos produtores com a nova opção de escoamento desses produtos;
* Reduzir os custos operacionais nessa nova modalidade de venda a varejo, a preço único por quilograma, beneficiando sensivelmente o consumidor final;
* Modificar o hábito do consumidor, estimulando-o a adquirir outros produtos hortigranjeiros, inclusive aqueles fora da classificação oficial;
* Abastecer com produtos hortigranjeiros as populações residentes nas áreas periféricas dos grandes aglomerados urbanos;
* E, finalmente, criar com os Sacolões, um novo referencial de preços em nível de varejo.” (SILVA, 1987 pág. 09/10)
      O Sacolão que conhecemos nos anos 2000 é um pouco diferente daquele das décadas de 70 e 80. A maioria não tem ligação com o governo ou com as Centrais de Abastecimento. Embora ainda exista a possibilidade de obter a concessão de um Sacolão participando de licitação no estado de São Paulo, na maioria das cidades eles funcionam como comércios exclusivamente  de cunho privado. Os Sacolões privados também praticam a estratégia de negociar diversos produtos por um preço único, mas atendem em sua maioria, o público de classe média, classe média alta. Porém, existem também sacolões que atendem a classes pobres, inclusive oferecendo apenas produtos de baixo custo
      As novas tendências de mercado apontam para um perfil de sacolões que além de oferecerem os produtos tradicionais agregam em sua estrutura açougue e uma pequena mercearia com itens básicos de consumo. Entretanto se o empreendedor optar por agregar novos produtos no Sacolão deverá se informar sobre a legislação para os demais produtos e verificar se existem exigências específicas, como é o caso do açougue.
Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.

Sacolão
Mercado
"Não existem informações específicas quanto ao número de sacolões existentes no Brasil ou em seus estados. Para investir conscientemente é necessário que se faça uma pesquisa de campo identificando a demanda local e os potenciais concorrentes.
      De acordo com IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o gasto com consumo de frutas, legumes e verduras no Brasil é 110% (cento de dez por cento) menor que o gasto com alimentos supérfluos. Desde o início do século XXI, a mídia tem alertado para os perigos da má alimentação, chamando a atenção das pessoas para terem uma vida mais saudável, o que contribui para que este mercado se torne bastante atrativo para futuros empreendedores.
      Os principais concorrentes de um sacolão são os supermercados e as feiras livres. Com a expansão dos supermercados e hipermercados de grandes redes, com ofertas dos mesmos produtos, a concorrência se tornou mais acirrada. As grandes redes apareceram com uma nova estratégia para atrair o público consumidor. Lançaram “o dia da feira”, colocando nesse dia todos os produtos de feira em liquidação. Entretanto, a maioria dos supermercados pratica menores preços somente neste dia, restringindo as ofertas dos demais dias da semana a um ou dois produtos apenas.. Para fazer frente à concorrência os sacolões possuem um importante ponto forte: o oferecimento de produtos frescos todos os dias da semana com um pacote de preço único e embora as feiras livres também tenham a característica de oferecerem produtos frescos, elas geralmente funcionam em dias específicos da semana, enquanto os sacolões funcionam a semana inteira, dependendo da cidade, inclusive aos domingos.
Ameaças e oportunidades
      As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um novo empreendimento.
      O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será possível através de pesquisa de mercado.
      Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa - em termos financeiros - ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para estudar a concorrência já instalada, o tipo de público predominante na região em termos de capacidade aquisitiva, os gostos pessoais, a cultura e as expectativas que as pessoas têm em relação a um sacolão.
      Também é importante pesquisar os preços praticados pelos concorrentes, o padrão dos sacolões existentes; comparar as características dos potenciais clientes e decidir ou não pela instalação em um determinado bairro ou região.
      O risco de abrir as portas sem conhecimento do ambiente local é muito alto.
      As ameaças são representadas por todas as possibilidades de insucesso que o futuro empresário pode identificar para o novo negócio. A realização da pesquisa sugerida fornece subsídios para a previsão de dificuldades que poderão surgir.
      Algumas ameaças e oportunidade em Sacolões, como empresa, merecem destaque:
     
   Ameaças:
* A falta de tempo das pessoas para preparar alimentos e consequentemente a procura de produtos prontos para o consumo;
* Falta de hábito de consumo de vegetais, segundo pesquisa do IBGE;
* Não conhecimento de todos dos benefícios dos vegetais
* Concorrência dos Super e Hipermercados que também vendem os hortifrutigranjeiros.
* Concorrência das feiras livres – embora em alguns locais as feiras livres só aconteçam em determinados dias da semana, existem locais como Brasília, por exemplo, onde existem feiras permanentes.
* Elevado grau de dependência em relação aos fornecedores.
   Oportunidades
     
* Crescimento da renda e da população e consequentemente o favorecimento do aumento de consumo de vegetais;
* Menores preços que os dos supermercados na maioria dos dias da semana;
* Propaganda positiva da mídia favorecendo o aumento de consumo de vegetais.
* Possibilidade de contatos com outros varejistas (próximos ao local onde está instalado o Sacolão) que vendem produtos complementares para promoções casadas.
   Para pesquisar mais sobre o mercado fornecedor, recomenda-se que o empresário busque informações em sites e periódicos especializados, como por exemplo, o Globo Rural. 

Sacolão
Estrutura
Um sacolão com 50m² permite trabalhar com quantidade e variedade menor de produtos concentrando-se naqueles que tem mais demanda local e pode funcionar com três pessoas, sendo uma delas o proprietário, caso ele opte por participar em tempo integral do funcionamento do negócio.
      A exposição da maioria dos produtos é feita em balcões. O espaço deve ser organizado de forma que a disposição de balcões e equipamentos como geladeiras, por exemplo, permita que as pessoas, inclusive deficientes físicos, circulem livremente pelo Sacolão.
      Além do espaço destinado às vendas é importante dispor de um pequeno depósito, em local bem arejado, para estocar mercadorias que devem estar disponíveis para a reposição constante nos balcões.
      Deve haver também, banheiro e um local para organização de um escritório destinado à realização de atividades administrativas.
      Locais que vendem alimentos devem dar especial atenção à higiene, para evitar focos de contaminação. Por isso é recomendável que se utilize cores claras e materiais laváveis para facilitar a manutenção de um ambiente adequado.
      Além de limpo, o local deve ser bem iluminado e bem arejado. Uma boa iluminação pode favorecer as cores dos produtos, tornando-os mais atrativos para o cliente. Um local arejado, além de oferecer mais conforto ao cliente, aumenta a durabilidade dos alimentos. Dependendo da região do país que o empreendedor irá estabelecer seu negócio, convém verificar a necessidade de instalação de ar condicionado.
      Os preços precisam estar à vista do consumidor, porém é preciso tomar cuidado com a poluição visual.
      Não existe legislação especifica para este tipo de comércio, inclusive  para destinação do lixo gerado pelo Sacolão. Comumente as sobras de mercadorias são levadas por carroceiros.

Sacolão
Pessoal
 Para uma estrutura de 50m² serão necessários três pessoas (podem ser três funcionários ou o proprietário e mais dois funcionários) de preferência uniformizados.
      As responsabilidades dos  que trabalham no Sacolão  podem ser dividas da seguinte forma:
     
      Funcionário 1:
      Atendimento ao cliente;
      Recebimento de mercadoria;
      Reposição de mercadoria;
      Verificar mercadoria danificada ou estragada nos balcões.
     
      Funcionário 2:
      Atendimento ao cliente;
      Reposição de mercadoria;
      Entregas rápidas (carrinho de supermercado ou bicicleta);
      Verificar mercadoria danificada ou estragada nos balcões.
     
      Proprietário (ou funcionário 3):
      Caixa;
      Atendimento ao cliente;
      Compras;
      Gestão do negócio.
     
      São desejáveis as seguintes habilidades para os funcionários do Sacolão:
     
* Capacidade de estabelecer empatia com os clientes;
* Simpático;
* Atencioso;
* Interessado;
* Educado;
* Habilidade para orientar os clientes;
* Paciente;
* Idôneo ;
Conhecimento dos produtos.
      As habilidades acima foram destacadas considerando-se a importância do atendimento para a manutenção e captação de clientes para um Sacolão. Muitas pessoas preferem pequenos comércios em função do atendimento mais personalizado.
      O financiamento de cursos voltados para o desenvolvimento de pessoas pode não ser muito acessível para quem está iniciando um empreendimento. Para evitar custos com capacitação, convém o empresário fazer uma seleção criteriosa de pessoas para sua equipe. Na seleção os candidatos devem comprovar conhecimento e habilidade para executar suas funções.
      O piso salarial dos empregados de um Sacolão é regulado pelo Sindicato do Comércio Varejista e a partir daí, o empresário deverá manter políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais.
     
     Recomenda-se a adoção de uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios financeiros ou não, para diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens, tais como a criação de vínculo entre funcionários e clientes, diminuição de custos com recrutamento e seleção e demissões e ainda poderá evitar o investimento de tempo em adaptação de novos funcionários.

Sacolão
Equipamentos
O Sacolão é um negócio que não exige muitos equipamentos. Os principais equipamentos utilizados para operacionalizar o funcionamento de um Sacolão são:
     
* Balança;
* Balança com impressora: essas balanças são obrigatórias para produtos abertos, como por exemplo, uma melancia cortada. A balança fornece o peso e data de pesagem;
* Balcões expositores;
* Expositor refrigerado: para conservação de hortaliças e frutas mais sensíveis ao calor;
* Cestas e/ou carrinho de compras;
* Sacos ou Sacolas de plástico, papel e/ou ecobags.
* Checkout: balcão onde o cliente faz a pesagem e pagamento dos produtos;
* Computador ou máquina registradora eletrônica. Já existem modelos de máquina registradoras que emitem cupom fiscal;
* Impressora fiscal.
* Bicicleta e/ou carrinho de compras para entrega de mercadorias em pequenas distâncias, se for o caso.
     
      No mercado existe uma vasta quantidade de ofertas dos equipamentos necessários, que permite ao empreendedor pesquisar e negociar para obter o melhor preço. Além da possibilidade de comprar em lojas especializadas, o empreendedor pode contar com a oferta de produtos usados e em bom estado em anúncios de jornal e internet.
     Para a administração de um Sacolão o empreendedor pode organizar um pequeno escritório com um computador, uma impressora, mesa, cadeira e um arquivo de pastas suspensas para organização dos documentos, local seguro para guardar dinheiro.
     Se bem cuidados e mantidos com as devidas manutenções,  o tempo de durabilidade dos equipamentos deste negócio é longo. Não existe necessidade de troca constante. Contudo, as balanças exigem atenção especial, pois precisam ser constantemente verificadas e eventualmente sofrem fiscalização do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
     A depender de como será a entrega dos produtos pelos fornecedores é preciso adquirir um meio de  transporte.
     O empresário que desejar ampliar seu canal de distribuição fazendo o fornecimento para restaurantes deverá fazer a aquisição de um carro para as entregas. Convém verificar as linhas especiais de financiamento de veículos para pessoa jurídica.

Sacolão
Investimentos
árias decisões impactam no investimento para abertura de um Sacolão:
     
      - Localização: o valor para alugar ou comprar um imóvel irá variar de acordo com a região escolhida para abertura do negócio; 
      - Tipo de imóvel: optar por alugar ou comprar um imóvel;
      - Qualidade do imóvel: condições físicas do imóvel, necessidade de reforma, tamanho da reforma;
       - Equipamentos: optar por equipamentos novos ou usados, equipamentos mais simples ou mais sofisticados;
       Todas as decisões referentes a estes itens surgirão com a elaboração do plano de negócios. Etapa fundamental para quem deseja empreender de forma consciente, “o plano de negócios é a validação da idéia, análise de sua viabilidade como negócio” (DOLABELA, 1999). Para quem deseja instruções de como fazer um plano de negócios, o SEBRAE oferece um curso gratuito na internet, para se inscrever acesse http://www.ead.sebrae.com.br/.
      Considerando um Sacolão instalado numa área de 50m², é necessário um investimento inicial estimado aproximadamente em R$ 32.400,00 (trinta e dois mil e quatrocentos reais), a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
     
* Reforma do local: R$ 5.000,00;
* Aluguel: R$ 1.500,00;
* Balcões: R$ 8.000,00;
* Balcão refrigerado vertical: 3.000,00
* Móveis e materiais de escritório: R$ 1.500,00;
* Telefone, microcomputador e impressora: R$ 3.000,00;
* Estoque inicial: R$5.000,00;
* Capital de giro: R$ 5.400,00.
   Caso o empreendedor opte pela aquisição do veículo , deve incluir este item na lista acima. 

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar um SPA urbano

SPA urbano
Apresentação do Negócio
Sinônimo de saúde, prazer, conforto e bem estar, o SPA urbano, também conhecido como day SPA, é uma espécie de ilha de tranquilidade em meio à agitação das grandes cidades.
No meio da confusão dos centros urbanos, quem nunca desejou fugir para um lugar tranquilo, relaxar e cuidar do corpo e da mente sem perder muito tempo? Apostando nessa possibilidade, cresce cada vez mais no País o número de SPAs urbanos.
Ao contrário dos SPAs tradicionais, em que o paciente se interna num local afastado por alguns dias, o day SPA permite sessões diárias de massagens, drenagem com pedras quentes, talassoterapia, banho energético e muitos outros mimos, sem precisar abrir mão de suas atividades cotidianas.
A atividade se enquadra no setor de bem-estar pessoal, mas distingue-se das clínicas de terapias orientais porque inclui, além de tratamentos para relaxamento, uma série de serviços voltados para a estética. Distingui-se também das clínicas de estética, pois não submete os clientes a tratamento clínico de saúde ou realiza intervenções cirúrgicas.
O segmento de SPA e wellness (bem-estar) crescem no ritmo acelerado da busca por melhor qualidade de vida, prevenção de doenças e cuidados com a imagem das sociedades modernas.
Criar um SPA urbano pode ser uma excelente opção de negócio para quem deseja empreender neste segmento, mas não é tarefa simples, pois tudo deve ser pensado com muito carinho, calma e dedicação. Um dos principais itens de sucesso para estes espaços são, definitivamente, ambientes onde conforto, estética e bem estar ficam evidentes no primeiro olhar.
Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.

SPA urbano
Mercado
Mercado Consumidor
O mercado consumidor do Spa urbano é formado principalmente por pessoas que possuem preocupação com a sua qualidade de vida, isto é, buscam em seus serviços fontes de relaxamento corporal e mental.
Outro fator que tem estimulado o surgimento de estabelecimentos deste tipo é a falta de espaços livres e as dificuldades de deslocamento nas grandes cidades. Aliado a isto, a grande quantidade de moradores nas metrópoles fez com que as áreas verdes e calmas se tornassem cada vez mais raras. A combinação com a correria rotineira e a falta de tempo livre para as pessoas se cuidarem, também impulsionou a criação de espaços que suprissem essa lacuna.
Em sua maioria, o público é formado por mulheres, principalmente das classes A e B, com idades variando de 18 a 59 anos. Esse tipo de pessoa descrita representa, em suma, o novo perfil da mulher brasileira, trabalhadora, e que após longos dias de trabalho buscam nos Spas locais de relaxamento.
Com base nos dados do último censo demográfico 2010 realizado pelo IBGE, na qual a população brasileira foi contabilizada em 190 milhões de pessoas, das quais cerca de 51% do sexo feminino e, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD-2010), 21% da população brasileira está nas classes A e B, estima-se que mercado consumidor potencial para este tipo de negócio seja da ordem de 20 milhões de mulheres de todas as faixas etárias. Se restringirmos para um segmento etário entre 18 e 59 anos, esse número chega perto dos 15 milhões de potenciais consumidores. Isso sem contar o público masculino.
Por se tratar de um serviço considerado de luxo, este mercado esta mais sujeito às crises econômicas, podendo, nas situações de restrição de renda, ter sua demanda reduzida em detrimento de outros gastos essenciais de seus usuários. Por esta razão, a abertura de estabelecimento desta natureza deve buscar, preferencialmente, regiões menos sujeitas a estas variações de renda e a crises econômicas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spa), o mercado mundial movimenta algo em torno de US$ 250 bilhões, com mais de 50.000 spas em todo o mundo. No Brasil, no ano de 2007, o setor movimentou cerca de US$ 284 milhões.
Concorrência
Tendo em vista que o perfil concorrencial de um Spa Urbano é bastante específico, exigindo um alto nível de treinamento e qualidade no atendimento, a concorrência se torna reduzida, porém não menos ameaçadora. Ademais, a diferenciação se dará no contato direto com o cliente e nos produtos ofertados, sendo, portanto a experiência e os resultados obtidos pelo cliente o principal diferencial na hora da busca por este tipo de serviço.
Este é um tipo de negócio em que não dá para relaxar, pois de olho no crescimento da demanda, a concorrência tem crescido nos últimos tempos. A maior parte dela vem dos estabelecimentos similares acoplados a hotéis, resorts e outros meios de hospedagem. Alguns projetos de novos empreendimentos hoteleiros já são preparados com previsão de funcionamento de atrativos como estes.
Embora muitos especialistas afirmem que não basta oferecer apenas um SPA e que a vantagem competitiva está na excelência do atendimento, focada na amplitude da personalização dos serviços, para muitos hotéis, serviços deste tipo ainda são considerados uma vantagem competitiva.
A título de exemplo do tamanho da concorrência, a ABC Spa contabiliza mais de 640 locais de atendimento em todo o Brasil, com forte concentração nos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Para este tipo de atividade entende-se que a concorrência deverá ser considerada em cada caso, de forma regionaliza, principalmente pelo tamanho do público alvo e da concorrência existente.
Além disso, o profissional que atua nesse ramo possui vários outros nichos de mercado a explorar além das próprias unidades, como atendimentos a empresas e formatos diferenciados.
Fornecedor
Todo o tipo de produto a ser utilizado durante as sessões de relaxamento são encontrados facilmente no mercado brasileiro, inclusive os equipamentos e outros materiais que se fazem necessários para a atividade.
Nesse sentido, o futuro empresário do setor não encontrará problemas com o mercado fornecedor de equipamentos para estruturar o seu próprio negócio no Brasil.

SPA urbano
Estrutura
As instalações ideais de um SPA urbano devem possuir uma área superior a 100m² e reunir alguns destes ambientes:
• Restaurante;
• Piscinas;
• Sauna;
• Quadra de esportes;
• Salão de beleza;
• Salão de jogos;
• Sala de TV e vídeo;
• Salas de ginástica;
• Salas para exames;
• Salas para massagens e terapias;
• Vestiários;
• Suítes ou Cabines para atendimento individual.

Vale lembrar que a sinergia de serviços é necessária para garantir a atratividade do negócio, criando um potencial competitivo. Contudo, é preciso ter foco no resultado e não diversificar a ponto de perder a identidade do negócio. Por outro lado, ter apenas as instalações de praxe e oferecer algumas terapias e massagens não é suficiente. Um SPA urbano deve oferecer aulas, tratamentos relaxantes e embelezadores, mas também possuir uma infra-estrutura física que permita oferecer muito conforto aos seus clientes e que os atraia pela estética, sensação de bem-estar e bom gosto das instalações.
Cada sala deve ser adaptada ao tipo de atividade que vai ser desenvolvida: uma aula de yoga deve ser dada em um espaço silencioso, com um piso confortável e luz natural, por exemplo. Já um banho de ofurô deve permitir o relaxamento em um lugar reservado, com espaço para trocar-se, guardar coisas, com toalhas à mão, música suave, luz aconchegante. Ou seja: o estímulo aos sentidos deve ser dosado de acordo com o objetivo final da atividade e isso deve ser estudado em todos os detalhes.
SPA urbano
Pessoal
A necessidade de pessoal, tal qual o tamanho da estrutura, vai depender diretamente da capacidade de atendimento esperada pelo empreendedor. Neste caso, trata-se de uma mão-de-obra totalmente especializada em que o profissional deve possuir alto grau de conhecimento no serviço a ser prestado, com um mínimo de graduação ou certificado em cursos de massagens, terapias de relaxamento ou afins, a depender da atividade a ser ofertada.
Dentre os profissionais que podem ser empregados (vide tópico legislação específica) no estabelecimento, encontram-se:
• Fisioterapeuta;
• Nutricionista;
• Psicólogo;
• Massagista;
• Professor de educação física;
• Esteticistas;
• Dentre outros profissionais especializados em terapias alternativas.

É comum a contratação de prestadores de serviço com participação no faturamento da atividade ou serviço prestado. Nestes casos, é recomendável a consulta ao Contador responsável quanto aos aspectos legais e conformidade à legislação trabalhista aplicável.
Além dos profissionais mencionados acima, ter pessoas com perfil adequado para oferecer uma boa recepção e atendimento aos clientes, manobristas, uma equipe eficiente de limpeza e algo mais para que o cliente se sinta valorizado é importante para este tipo de atividade.
É imprescindível também que o profissional busque constantemente informações e especializações para atualizar seus conhecimento e prover um atendimento cada vez mais qualificado.

SPA urbano
Equipamentos
A implantação e a aquisição de equipamentos e produtos vinculam-se aos tratamentos e serviços que serão oferecidos aos clientes. Dentre os equipamentos mais comuns utilizados nestes estabelecimentos (sem responsabilidade médica), encontram-se:
• Armários com cadeado para vestiário;
• Balcão para recepção com sofá e cadeiras;
• Banheiras de hidromassagem;
• Cadeira reclinável (para massagem facial);
• Computador / Impressora;
• Equipamentos para lavagem e esterilização de materiais*;
• Espelhos;
• Macas (para massagem);
• Móveis de escritórios (mesas, cadeiras, armários);
• Ofurôs;
• Prateleiras;
• Aparelho de Comunicação Multifuncional (Telefone, fax, impressora, etc.).
Além de uma variada gama de vaporizadores, ionizadores e estimuladores faciais e, dependendo dos serviços prestados, um day SPA poderá contar com equipamentos mais sofisticados, tais como:
• Bodyjet: Promove a penetração de produtos oleosos, tônicos, cremosos, gel, emulsões etc., por efeito da ressonância osmótica. Tem ação circulatória e reafirmante, faz lifting facial, corporal e regeneração de tecidos.
• Enerjet: Eletro-estimulador, faz ginástica passiva e eletro-acunputura.
• Beauty Concept: Sete equipamentos em um. Multifuncional. Totalmente computadorizado.

Destaca-se que algumas das atividades podem ser terceirizadas, minimizando a necessidade de possuir todos os equipamentos.
Ressalta-se que a quantidade de equipamentos deverá atentar para o espaço físico na qual a empresa será estruturada para que não sejam comprados nem muitos, nem poucos equipamentos. Quanto mais salas para a realização dos atendimentos, mais equipamentos serão necessários.
O SEBRAE local deverá ser buscado para ajudar o futuro empreendedor a dimensionar corretamente o negócio.

SPA urbano
Investimentos
Investimento consiste na aplicação de algum tipo de recurso esperando um retorno superior aquele investido em um determinado período de tempo. O investimento que deve ser feito em um empreendimento varia muito de acordo com seu porte e seu público alvo.
No caso dos serviços de um Spa, os principais investimentos estão relacionados a própria qualificação do profissional e equipamentos necessários para boa realização do acompanhamento dos clientes.
Dentre os equipamentos, móveis e utensílios, seguem abaixo os mais importantes:
• 1 Armários com cadeado para vestiário; R$ 2.000,00
• 1 Balcão para recepção com sofá e cadeiras; R$ 700,00
• 2 Banheiras de hidromassagem; R$ 13.500,00
• 4 Cadeira reclinável (para massagem facial); R$ 4.500,00
• 1 Computador / Impressora; R$ 2.000,00
• 1 Equipamentos para lavagem e esterilização de materiais*; R$ 2.500,00
• 4 Espelhos; 1.500,00
• 4 Macas (para massagem); R$ 3.200,00
• 1 Móveis de escritórios (mesas, cadeiras, armários); R$ 2.500,00
• 2 Ofurôs; R$ 5.600,00
• 1 Prateleiras; R$ 3.500,00
• Aparelho de Comunicação Multifuncional (Telefone, fax, impressora, etc.). R$ 450,00
O total para os equipamentos básicos está estimado em R$ 42.000,00.
Além de uma variada gama de vaporizadores, ionizadores e estimuladores faciais e, dependendo dos serviços prestados, um day SPA poderá contar com equipamentos mais sofisticados, tais como:
• Bodyjet: Promove a penetração de produtos oleosos, tônicos, cremosos, gel, emulsões etc., por efeito da ressonância osmótica. Tem ação circulatória e reafirmante, faz lifting facial, corporal e regeneração de tecidos.
• Enerjet: Eletro-estimulador, faz ginástica passiva e eletro-acunputura.
• Beauty Concept: Sete equipamentos em um. Multifuncional. Totalmente computadorizado.
Conforme informações da FRANCAP, apesar de ser possível montar um SPA urbano com cerca de R$ 50 mil, não é aconselhado o investimento demasiadamente econômico.
A sinergia de serviços é necessária para garantir a atratividade do negócio, criando um potencial competitivo em relação a outros estabelecimentos concorrentes.
A necessidade de incluir outras atividades no portfólio de serviços do SPA pode impactar o investimento pela necessidade de espaços maiores e de mais equipamentos. Nesse caso, os recursos empregados podem aproximar-se de R$ 200 mil.
Por possuir uma diversidade de preço muito elevada não foi quantificado o preço da construção civil ou reforma do local, sendo esta uma necessidade a ser pensada de acordo com a localidade aonde será estruturada a empresa, se for o caso.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Confecção de Roupas de Surfe e Skate

Roupas de surfe e skate
Apresentação do Negócio
O setor têxtil brasileiro é considerado um segmento forte da economia, que gera muitos empregos formais e possui alto faturamento. Esse setor pode ser divido em dois grandes segmentos: um voltado para a moda, isto é, vestuário e outro voltado principalmente para produtos do lar, conhecido como cama, mesa e banho. Uma fábrica de roupas da moda surfe e skate se encontram no segmento de vestuário.
O mercado consumidor dos produtos de uma confecção de surfwear e skatewear, também conhecidos como moda praia e urbana, é formado principalmente por homens e mulheres com idade variando entre 12 e 35 anos, porém, não se limitado a eles. Para este público, o importante é a diversificação de estampas, tamanhos e tipos de tecidos que o empresário poderá utilizar como elementos de diferenciação.
O Brasil possui um apelo associado à moda praia e surfwear devido a sua enorme faixa litorânea, que possui uma extensão de 7.367 km de praias. Essa grande extensão sugere um consumo elevado de roupas próprias para esses locais, sugerindo que esta ideia de negócio é bastante promissora.
As perspectivas para o setor têxtil e de confecção são positivas no Brasil, com projeções da ordem de 6% na indústria de transformação, 4% no setor têxtil, 3,7% no de confecção e de geração de mais de 40 mil novos postos de trabalho em 2011. Somente no ano de 2010, a indústria têxtil do Brasil faturou mais de R$ 50 bilhões. A distribuição da produção brasileira aproxima-se do padrão chinês, que é de 65% para o vestuário, 23% para a linha lar e 12% para têxteis industriais. (ABIT, 2010; CONSENZA e ROSA, 2006)
Visto que é um setor em crescimento e que necessita de baixo investimento inicial, isso a depender do tamanho da produção esperada, a confecção de moda praia e urbana se apresenta como um bom negócio no Brasil.
Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?
Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.

Roupas de surfe e skate
Mercado
3.1 Mercado Consumidor
O mercado consumidor dos produtos de uma fábrica de roupas para surfe e skate é formado principalmente por homens e mulheres com idade entre 12 e 35 anos, que optam por adquirir tais produtos para definir um estilo próprio. Porém, este consumo não está limitando somente a este perfil, mas a todos os potenciais consumidores do Brasil.
Segundo o Censo IBGE 2010, a população brasileira foi contabilizada em mais de 190 milhões de habitantes. Desse total, cerca de 70% vivem na região litorânea do país e 25% do total possuem idade variando de 15 a 29 anos. Se tomarmos esse quantitativo como sendo o público potencial de uma empresa de surfe e skate, há um total de 33 milhões de consumidores. Porém, nem todos consomem este estilo de roupas ou moda.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil – ABIT, o setor de surfwear no Brasil movimenta em média R$ 2,5 bilhões de reais. Em conjunto com o de streetwear e moda praia, representam cerca de 15% da indústria têxtil.
Segundo Forneck (2007), os maiores mercados consumidores de surfwear no mundo são Estados Unidos, Europa, Austrália, Japão, Brasil e África do Sul.
Com base nos dados apresentados acima, pode-se verificar que o empreendedor que optar por investir numa fábrica de roupas de surfe e skate poderá se sair muito bem, pois o mercado consumidor é bastante ativo e possui tendências de crescimento.
3.2 Concorrência
O mercado concorrencial para a indústria da moda sempre foi considerado acirrado, não sendo diferente para o segmento de surfwear e streetwear.
Há certa dificuldade em localizar o mercado concorrencial, sendo esta uma tarefa para o empreendedor na hora de estruturar o seu negócio. Porém, conforme dados do cadastro do catálogo Surf & Beach Fashion & Business Magazine 2005, existem cerca de 20.000 pontos de venda de surfwear no país, dos quais 13.000 são surfshops. (FORNECK, 2007)
Mesmo apresentando um acirramento da competição, o setor têxtil tem buscado a diferenciação por meio de tecidos e estampas na fabricação de seus produtos. Essa tendência tem se verificado também nos produtos voltados para o segmento da moda surfe, que antes eram comprados por causa de sua utilização e agora são considerados como itens para reforçar um estilo próprio de se vestir ou de uma característica pessoal.
Um aspecto se faz particularmente interessante nesse segmento, e diz respeito à concorrência com produtos importados, pois a origem desses produtos ocorreu no exterior. Até hoje, marcas importadas concorrem diretamente com os produtos nacionais, como a HangLoose, Stanley e Quicksylver.
Há ainda as grandes marcas nacionais como Mormaii, Osklen, Reef, Redley, que se apresentam como grandes concorrentes, inclusive com as importadas.
Nesse sentido, para se investir no negócio e aumentar as vendas, o futuro empresário deverá identificar qual o segmento que quer atingir – baixa, média ou alta renda - e procurar constantemente por diferentes estampas e tipos de tecido para agradar seus clientes e para se diferenciar da concorrência, buscando nicho próprio de mercado.
3.3 Fornecedor
O setor têxtil brasileiro é considerado um dos maiores do Brasil, com forte tendência de crescimento. Conforme a ABIT (2011), o setor investiu mais de US$ 2 bilhões em modernização do parque industrial e assumiu a 5ª posição no ranking mundial de produtores têxteis.
Com base nessa informação, pode-se verificar que o futuro empreendedor que optar por investir na construção de uma fábrica de roupas não encontrará problemas no fornecimento de insumos para o seu negócio.
 
Roupas de surfe e skate
Estrutura
Diversos são os fatores que influenciam na estrutura de uma fábrica roupas para a moda surfe e skate, porém nenhum é mais relevante do que o empresário ter em mente qual será o tamanho estimado de sua produção. Toda a necessidade será efetuada com base nessa capacidade inicial esperada.
Contudo, alguns aspectos sempre devem ser levados em consideração, tais como otimização dos espaços, área para ampliação futura e que as instalações higiênicas sejam fora do setor de produção.
Para uma planta de confecções como a aqui proposta deve-se ter uma ampla área para que possa ser efetuado todo o processo produtivo com o cuidado necessário. Espera-se que esta área seja o suficiente para comportar um espaço para o recebimento e manejo inicial dos tecidos para se evitar perdas no processo. Assim, de forma específica, a estrutura compreende um galpão de aproximadamente 500 metros quadrados, dividido em:
• Área para recepção de insumos e estoque;
• Espaço amplo destinado para o processo de fabricação das roupas, de preferência organizado em sequência lógica de acordo com a produção;
• Um espaço para área financeira, administrativa e de pessoal;
• Vestiários e banheiros para homens e mulheres;
• Espaço para vendas e mostruário de produtos.
De preferência o galpão deve ser único para facilitar o processo produtivo, que funciona no modelo de produção em série com etapas bem distintas para cada parte do produto. É importante ter um espaço reservado para embalagem, rotulagem e armazenamento das mercadorias a serem comercializadas.
Leve em conta que todo tipo de atividade que atua no setor têxtil deve possuir um ambiente que preze muito pela segurança dos trabalhadores, visto que os tecidos são altamente inflamáveis e os instrumentos – tesouras, agulhas, etc. – potencialmente perigosos.
Pense em ambientes onde possam ser aproveitadas, quando couber, luz e ventilação natural, a fim de evitar custos desnecessários e que os materiais de construção sejam facilmente laváveis. 

Roupas de surfe e skate
Pessoal
Nesse tipo de negócio a mão-de-obra deve ser dimensionada de acordo com a estimativa de peças a serem produzidas. O setor de vestuário é bastante sazonal, principalmente no fim do ano, quando a demanda de roupas para moda surfe e skate aumenta bastante.
Mesmo assim, é fundamental que o empresário realize um dimensionamento de seu pessoal para eventuais períodos de maior ou menor demanda e elabore um planejamento de contratação de mão-de-obra temporária, ou mesmo subcontratação de serviços para os períodos de maior movimento.
No caso da empresa aqui apresentada deverão ser contratadas para início da produção cerca de dez profissionais de costura e, no caso de excesso de demanda, contratar outros para fazer frente a esses momentos de alta. O proprietário e outros quatro funcionários serão responsáveis por toda a gestão do negócio, incluindo a parte financeira, comercial e compras de insumos.
De um profissional desta área espera-se além de competência, atualidade profissional, ética, educação, simpatia e cordialidade. Estas qualidades – se não inatas no profissional – podem ser desenvolvidas através da leitura de publicações especializadas, participação em seminários, congressos, cursos e outras formas de aprimoramento. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Como dica, o empresário deve atentar à Convenção Coletiva do Sindicato dos Empregados em
Confecções e Costureiros, ou outro similar, de acordo com a característica específica do negócio, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.
Considerando a estrutura sugerida, entende-se que o quadro de funcionários fixos para o início das atividades deve ser na ordem de 15 funcionários, distribuídos conforme abaixo:
Venda e administrativo:
• Um funcionário para atender os clientes e vender os produtos;
• Um funcionário para atuar na área de faturamento, financeiro (caixa e tesouraria) e controle de documentação a ser encaminhada para a área contábil.
• Um funcionário para controle de estoques e insumos para o processo produtivo.
• Um funcionário para departamento pessoal.
• Um gerente de fábrica.
Processo produtivo – corte, costura e arremate:
• Dez costureiras.
Sugere-se para a equipe administrativo-financeira o nível mínimo de graduação e para as costureiras o mínimo de 2º grau e cursos de corte e costura.
Ressalta-se que o empreendedor deverá estar presente tempo integral na empresa, principalmente durante o fechamento do caixa e as atividades de compra de mercadorias e finanças da empresa, pois são nessas áreas que configurará o sucesso de seu empreendimento. Enfim, o empreendedor deverá fazer-se presente integralmente na gestão da empresa.
Independente da dimensão da estrutura e da quantidade de pessoas é interessante estar atualizado no setor, verificar novos produtos e tendências de consumo dos clientes. 

Roupas de surfe e skate
Equipamentos
Os equipamentos necessários para a implantação do negócio variam em função do porte da empresa. Para o empreendimento aqui mencionado, com 10 funcionários no processo produtivo, os equipamentos necessários são dez máquinas de costura com diferentes propósitos, de acordo com a linha de produção, compostos por mesas e cadeiras para as costureiras. Os equipamentos são:
• 2 máquinas overlock;
• 4 máquinas de costura reta;
• 2 cosideira;
• 2 galoneira.
Equipamentos para a administração do negócio e outras necessidades:
• Computador;
• Softwares;
• Impressora;
• Telefone;
• 10 Mesas para medir e cortar tecidos;
• 3 Cadeiras;
• 4 ferros de passar roupas;
• 4 tábuas de passar roupas;
Ressalta-se que a quantidade de equipamentos deverá ser dimensionada tendo em vista o espaço físico na qual a empresa será estruturada e na produção total esperada ou estimada pelo empreendedor.
O SEBRAE local deverá ser buscado para ajudar o futuro empreendedor a dimensionar corretamente o negócio.

Roupas de surfe e skate
Investimentos
Os investimentos necessários, em média, para uma fábrica de roupas moda surfe e skate estão descritos abaixo.
EQUIPAMENTOS
Reformas e adaptações (incluindo equipamentos de segurança) R$ 10.000,00
10 Mesas para cortar e medir R$3.000,00
10 Cadeiras para costurar R$1.000,00
4 Ferros de passar roupas R$200,00
4 Tábuas de passar roupas R$300,00
Utensílios em geral R$5.000,00
4 Máquinas de costura reta R$6.400,00
2 Máquinas de costura overloque R$2.000,00
2 Máquinas de costura interloque R$3.700,00
2 Caseadeiras e prega botão R$1.600,00
2 Galoneiras R$4.760,00
Insumos R$ 7.500,00
3 Estações de trabalho (mesa + cadeira) R$ 2.250,00
1 Impressora Fiscal R$ 900,00
3 Computadores e impressoras R$ 2.000,00
Mesas, cadeiras, arquivos, prateleiras R$ 10.000,00
TOTAL GERAL R$ 60.610,00
Se o empreendedor optar por uma unidade bem sofisticada, esses valores serão bastante superiores, podendo chegar ao montante de R$ 200.000,00.
Por possuir uma diversidade de preço muito elevada não foi quantificado o preço da construção civil, sendo esta uma necessidade a ser pensada de acordo com a localidade aonde será estruturada a confecção.
Deve-se levar em conta nos investimentos um valor de aproximadamente R$ 2.000,00 para abertura da empresa. E reservar recursos para o capital de giro, que será especificado na próxima seção.  

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Rotisseria

Rotisseria
Apresentação do Negócio
A rotisseria é um negócio que está relacionado à conveniência e praticidade.

Diante de um mundo cada vez mais caracterizado pela correria, horários apertados, dificuldade em conciliar as atividades profissionais e a rotina diária, fazem com que os consumidores busquem cada vez mais rotisserias, lojas especializadas em refeições, antepastos, frios, saladas, molhos e sobremesas, para o consumo em casa. A rotisseria é uma ótima opção para quem não quer cozinhar, mas gosta de comer bem.

Esse negócio ganhou força a partir dos anos 90, e foi precedido pela oferta de comida congelada, seguido pelos pratos semi-elaborados, chegando a essa etapa mais adiantada na preparação dos alimentos.

Essa modalidade possui, basicamente, três modelos de funcionamento: rotisserias em supermercados e hipermercados, lojas independentes e restaurantes.

A rotisseria oferece inúmeras variedades de refeições, chegando a 80 pratos prontos para o consumo, desde antepasto, assados variados, entradas, molhos, vários pratos à base de aves, carnes, peixes, acompanhamentos, tortas doces e salgadas, sobremesas, sorvetes, foccacia, quiches e uma boa variedade de salgados.

A rotisseria pode atender a diversos segmentos de clientes, tais como: pessoa física, buffets, restaurantes, hotéis e hospitais.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração do plano consulte o SEBRAE mais próximo.

Como Abrir - Montar uma Rotisseria
Mercado
Segundo informações do Departamento de Pesquisa e Estatística da Associação Brasileira das indústrias de Alimentação – ABIA, esse mercado cresceu cerca de 130% nos últimos dois anos.

O setor de rotisserias em supermercados e hipermercados representa cerca de 5,7% do faturamento da loja. A pesquisa revela ainda que 87% dos consumidores da rotisseria visitam exclusivamente esse setor.

O mercado de food service é um dos que mais cresceram no Brasil nos últimos dez anos. Desde o Plano Real até 2006, o crescimento foi de 191,3% , enquanto que o varejo alimentício tradicional cresceu apenas 106,7%. Atualmente este mercado representa 2,4% do Produto Interno Bruto – PIB. O crescimento da alimentação preparada fora do lar cresceu a taxas médias anuais de 12,6% neste período.

É um mercado em fase de expansão e que se torna bastante atrativo, pela introdução de produtos especialmente dirigidos à rápida e fácil manipulação para o preparo de refeições, bem como as inovações nas técnicas de administração e de segurança alimentar, reduzindo custos, diminuindo perdas e incentivando a transformação de hábitos. 
 
Rotisseria
Estrutura
A estrutura de uma rotisseria é bastante simples, composta basicamente por uma cozinha, área de estoque, área de exposição dos artigos colocados à venda com balcão para atendimento dos pedidos e caixa, balcões climatizados, área para acesso e circulação de clientes, além de um pequeno escritório para administração.

Já é tendência desse negócio a ampliação de espaços com a colocação de mesas para atendimento ao cliente que deseja consumir os alimentos na própria loja em mesas especiais.  

Rotisseria
Pessoal
A quantidade de profissionais está relacionada ao porte do empreendimento. Para uma rotisseria de pequeno porte pode-se começar com seis empregados, sendo:
- um cozinheiro;
- dois auxiliares de cozinha;
- um consultor gastronômico;
- dois atendentes;

A atividade de caixa poderá ser exercida pelo empresário ou por um dos atendentes.

O treinamento dos funcionários deve ter como objetivo o desenvolvimento das seguintes competências:
- capacidade de percepção para entender as expectativas dos clientes;
- ampliação do conhecimento sobre a atividade;
- conhecimento sobre a manipulação dos alimentos e segurança alimentar;

O empreendedor deverá participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e/ou Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e o treinamento adequado. 
 
Rotisseria
Equipamentos
São necessários os seguintes móveis e equipamentos:

Mobiliário para a área administrativa:
- microcomputador completo 1 – R$ 1.600,00;
- impressora 1 – R$ 350,00;
- telefone 2 – R$ 100,00;
- mesas 2 – R$ 500,00
- cadeiras 4 – R$ 480,00
- armário para o escritório 1 – R$ 500,00
Total mobiliário: R$ 3.530,00

Equipamentos:
- balcão de atendimento 1 – R$ 1.000,00
- balcão refrigerado 1 – R$ 6.000,00
- resfriador 1 – R$ 1.800,00
- prateleiras de vidro 10 – R$ 600,00
- amassadeira rápida 1 – R$ 3.500,00
- caixa registradora 1 – R$ 1.500,00
- impressora de cupom fiscal 1 – R$ 300,00
- freezers verticais 2 – R$ 2.600,00
- estantes expositoras 1 – R$ 2.000,00
- mesa de inox 1 – R$ 350,00
- balança digital 1 – R$ R$ 500,00
- divisora de coluna 1 – R$ 1.500,00
- modeladora 1 – R$ 1.800,00
- batedeira 1 – R$ 1.000,00
- forno combinado industrial 1 – R$ 12.000,00
- fogão industrial 8 bocas 1 – R$ 1.500,00
- forno confeitaria 1 – 1.800,00
- fatiadeira 1 – R$ 1.400,00
- fritadeira 1 – R$ 540,00
- processador de alimentos 1 – R$ 2.100,00
- assadeira de frango 1 – R$ 2.000,00
- descascador inox 1 – R$ 1.458,00
- balcões secos 1 – R$ 1.350,00
- armários para guarda dos ingredientes 1 – R$ 3.500,00
- Exaustor 1 R$ 600,00
- forno microondas 2 – R$ 800,00
- filtro para água 1 – R$ 600,00

Total dos equipamentos: R$ 54.098,00
Como Abrir - Montar uma Rotisseria
Investimentos
Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação. Pode ser caracterizado como:
- investimento fixo – compreende o capital empregado na compra de imóveis, equipamentos, móveis, utensílios, instalações, reformas etc.;
- investimentos pré-operacionais – são todos os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado, registro da empresa, projeto de decoração, honorários profissionais e outros;
- capital de giro – é o capital necessário para suportar todos os gastos e despesas iniciais, geradas pela atividade produtiva da empresa. Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários de contador, despesas de manutenção e outros.

Para uma atividade de rotisseria o empreendedor deverá dispor de aproximadamente R$ 131.128,0000 para fazer frente aos seguintes itens de investimento:
- Mobiliário para a área administrativa – R$ 3.530,00;
- Construção e reforma de instalações – R$ 40.000,00
- equipamentos – R$ 54.098,00
- despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas etc.- R$ 3.500,00
- capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses de atividade – R$ 30.000,00 
 
Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Revenda de semijóias

Revenda de semijóias
Apresentação do Negócio
A Confederação Internacional da Joalheria, Ourivesaria, Diamantes, Pérolas e Pedras (CIBJO), que tem entre suas incumbências registrar a terminologia aplicável para a indústria em todo o mundo, afirma com todas as letras que as expressões "semiprecioso(a)" e "semijóia" podem ser enganadoras e não devem ser utilizadas. Portanto ao longo deste estudo será feita a abordagem do jargão popular “semijóia”, como jóia folheada.
Ao longo da história da Humanidade, é possível identificar a evolução da arte decorativa, particularmente nas jóias feitas em metais preciosos com incrustação de pedras coloridas. Na civilização egípcia, por exemplo, todas as manifestações artísticas estavam a serviço do estado e da religião, personificadas na figura do faraó. Neste contexto, a arte pretendia ser útil e as obras ou peças artísticas produzidas, incluindo os ornamentos ou jóias, deveriam ser eficazes ou eficientes, cumprindo uma determinada função.
A jóia, através dos tempos, além de ser considerada símbolo de status e marca de distinção entre os governantes e os governados, assumiu funções como enfeitar, agradar, seduzir, identificar ou proteger. As jóias foram, também, usadas para pagamento de dotes ou moeda de troca.
Com a evolução da joalheria, a jóia passou a ser associada ao luxo, a um mundo de riqueza, sofisticação e beleza. O valor de uma jóia passou a ser diretamente relacionado com o valor artístico e precioso da peça concebida.
Nos dias de hoje, materiais raros e preciosos continuam a ser usados, mas outros materiais ganharam espaço, valorizando o trabalho criativo e incorporando tecnologias. As jóias estão por toda parte – cabeças, pescoços, pulsos, rostos, roupas, cintos, bolsas – com materiais e tamanhos diversos.
A indústria joalheira no Brasil é relativamente nova, apresentando um crescimento mais significativo a partir dos anos 40, com o surgimento das primeiras empresas que se somaram aos fabricantes de jóias artesanais (ourives), voltadas para atender a demanda do mercado interno. Nos anos 90 houve uma invasão de jóias importadas e/ou contrabandeadas, fazendo com que os joalheiros buscassem aprimoramento para aumentar a competitividade, visando atender ao mercado nacional e ganhar espaço no internacional.
A indústria e o comércio brasileiro de pedras preciosas, jóias, bijuterias, metais preciosos e afins é representada na cadeia produtiva por empresas de mineração, lapidação, produtos industriais de metais preciosos, joalheria de ouro, folheados e bijuterias. Elas se localizam nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Distrito Federal e Amazonas, considerados os principais pólos de produção/comercialização.
Assim como outros itens do vestuário, os acessórios – incluídas as jóias e bijuterias – são considerados signos de comunicação social. A escolha e uso de certa indumentária, produz estímulos que atingem a quem está à volta, gerando, assim, comunicação através da moda.
O mundo da moda movimenta-se a partir das tendências que começam muito antes da confecção de uma roupa. A estruturação de uma tendência pode se iniciar até três anos antes de determinado produto chegar ao consumidor final.
Segundo Gilles Lipovetsky, filósofo francês criador do termo Hipermodernidade, a moda é o espelho da sociedade. Portanto, é possível observá-la em qualquer lugar, tanto nas ruas, na internet, em uma exposição de arte, em reportagens diversas ou nos costumes e hábitos de uma cultura. Estas influências, observadas e analisadas pelos pesquisadores de tendências, ajudam a entender o que será desejado nos próximos meses e oferece aos criadores orientação e suporte para desenvolver produtos.
As jóias, que ocupam lugar de destaque entre os acessórios, são peças elaboradas com metais nobres como ouro, platina e pedras preciosas encravadas, de alto valor comercial e com design exclusivo.
O início do século 20, pelas mãos de Coco Chanel, outro tipo de adorno foi introduzido no universo da alta costura em substituição aos modelos de luxo – as jóias folheadas. Mais acessíveis e adaptáveis às tendências da moda, as jóias folheadas abriram caminho para infinitas possibilidades, revolucionando as tradições da joalheria. Entre a jóia e a bijuteria, a jóia folheada ocupa um espaço em constante expansão.
A jóia folheada é confeccionada em diferentes metais e coberta por metal precioso (ouro, prata ou ródio). As camadas de ouro são depositadas na superfície das ligas metálicas por um processo denominado galvanoplastia.
Em outro extremo encontram-se as bijuterias, que são peças produzidas com materiais sintéticos ou naturais, sem metais nobres ou pedras preciosas.
As jóias folheadas, diferentemente das bijuterias, têm valor de mercado e podem causar o mesmo efeito da jóia, principalmente se for confeccionada com qualidade em todas as etapas de produção. Esta característica, aliadas a um design diferenciado, tornam as jóias folheadas cada vez mais valorizadas nos diversos mercados consumidores.
A indústria brasileira tem procurado agregar o design às jóias folheadas, colocando este item como um dos fatores principais para diferenciar seus produtos de acordo com as tendências da moda.
Este documento não substitui o plano de negócio .Para elaborá-lo procure o Sebrae.
Revenda de semijóias

Mercado

No ano passado, o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) estimou em 3500 a quantidade de empresas de lapidação de pedras, de joalheria de ouro e prata e de folheados e bijuterias no País. Conforme o Instituto, 12 mil empreendimentos atuaram no varejo em 2010. Esses números, contudo, não incluem ateliês de design e ourives, nem o microempreendedor individual (MEI).
A fabricação dos folheados de metais – preciosos ou comuns - integra o terceiro elo da cadeia produtiva da indústria de joalheria e bijuteria. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), metade dos negócios de jóias de ouro, prata e folheadas possui mais de dez anos de operação.
O segmento fabricante de jóias folheadas, por sua vez, é integrado majoritariamente por micro e pequenas empresas – 95% do universo empresarial, segundo o IBGM. De igual modo, as MPEs também são predominantes no varejo (mais de 95%), que, por outro lado, sofre forte concorrência do comércio informal (sacoleiras).
O empreendedor interessado em ingressar no ramo das jóias folheadas deverá considerar um conjunto de problemas apontados por quem já está estabelecido no mercado. Os tópicos foram recolhidos pelo MDIC em recente pesquisa de campo realizada em diferentes unidades da Federação. Entre os principais, destacam-se:
- tributação excessiva
- dificuldade para atingir o mercado externo
- margem de lucro reduzida
- mão-de-obra pouco qualificada
- capital de giro insuficiente/dificuldade de acesso às linhas de crédito
- concorrência do mercado informal/contrabando
- mudança e instabilidade nos canais de comercialização
- participação crescente de concorrentes externos, em particular da África
O empreendedor precisará também levar em conta a tendência mundial de participação das vendas de jóias, folheados e bijuterias pelos canais internet e TV. Em 2010, as vendas de jóias folheadas por meio dessas mídias no Japão superaram as do varejo tradicional.
E-commerce
No Brasil, o comércio eletrônico em geral – conhecido ainda como e-commerce ou comércio virtual - movimentou R$ 15 bilhões em 2010, valor 40% superior aos R$ 10,8 bilhões registrados em 2009, conforme dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).
Fatores como melhoria da segurança online e avanços nas áreas de logística e telecomunicações impulsionam o e-commerce nacional, que possui hoje mais de 23 milhões de adeptos. O custo mínimo de uma loja virtual completa – que inclui software, instalação, personalização, homologação de pagamentos e treinamento – pode chegar a R$ 4 mil.
O comércio virtual ainda é restrito aos jovens adultos com maior poder aquisitivo. Segundo o Ibope Mídia, 61% dos consumidores brasileiros que fazem compras online são na classe AB, enquanto 35% são da classe C e 4%, da classe DE.
Outra característica do e-commerce nacional tem sido sua concentração na Região Sudeste do país. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro reúnem 37% dos clientes de lojas virtuais. O gasto médio mensal desses consumidores é R$ 118. Na lista dos produtos preferidos estão livros e assinaturas de revistas e jornais (30%), telefones e acessórios para celulares (20%), eletrodomésticos (18%), produtos de tecnologia pessoal (17%) e artigos de vestuário (5%). Esta última categoria engloba o segmento das jóias folheadas.
O pico de vendas na internet ocorre geralmente durante o período de festas natalinas. Em 2010, cerca de R$ 2,2 bilhões em bens de consumo foram vendidos entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro – o equivalente a seis milhões de transações virtuais. De acordo com a consultoria e-bit, especializada em varejo online, a cifra representa um acréscimo de 40% em relação ao mesmo período de 2009, quando o faturamento atingiu R$ 1,6 bilhão.
As lojas virtuais também avançaram em países da América Latina, principalmente durante o biênio 2007/2009. Estudo realizado pela empresa América Economia Intelligence revelou que o comércio virtual no subcontinente cresceu 39%, em média. O Brasil aparece em posição privilegiada: responde por 60,8% do consumo online total da região, seguido por México (12%) e Chile (5%).
Revenda de semijóias

Estrutura

Ainda que o principal canal seja a internet, a revenda de jóias folheadas requer uma estrutura física. Neste caso, recomenda-se a montagem de um pequeno centro de distribuição de mercadorias – na casa do próprio empreendedor, se houver espaço –, onde possam ser alocados equipamentos e móveis necessários ao exercício da atividade. Evitam-se, assim, os gastos fixos decorrentes de aluguel comercial.
A área deve ser suficiente para abrigar a instalação de cadeiras, mesas ou estações de trabalho, estantes para livros, catálogos e outros materiais de consulta, além de armários para guardar as semijóias. O local deve ser dotado de banda larga de alta velocidade. 
Revenda de semijóias

Pessoal

A revenda virtual de jóias folheadas necessitará de uma pequena equipe operacional com os seguintes profissionais:
- um gerente de e-commerce (que pode ser o dono, caso possua sólidos conhecimentos em comércio eletrônico);
- dois atendentes capacitados para receber as jóias dos fornecedores, localizá-las no estoque da loja virtual, remetê-las aos clientes e prestar atendimento pós-venda se houver algum problema na entrega;
- um fotógrafo profissional especialista em Photoshop e com bons conhecimentos de webdesign, a quem caberá a captação e o tratamento das imagens das peças e coleções;
Raciocínio lógico, bom senso e criatividade para encontrar as melhores soluções, conhecimento dos recursos, linguagem e técnicas aplicadas à internet e às redes sociais são características essenciais aos membros da equipe. Boa redação, atualização tecnológica e domínio dos idiomas Inglês e Espanhol completam o perfil destes profissionais. Predisposição às mudanças e ao aprendizado constante também são fundamentais.
Em relação ao gerente de e-commerce, é recomendável que tenha visão multidisciplinar e experiência na condução e motivação de equipes. Também deve possuir boas noções de Tecnologia da Informação (TI), Marketing, compras, psicologia de vendas, atendimento ao cliente, logística e operações.
Quanto ao dono, espera-se que aporte à revenda de jóias folheadas sua experiência em gestão, e-commerce, negociação de preços com fornecedores, planejamento, execução e controle das estratégias comerciais e financeiras do empreendimento. Sempre que possível, ele deve participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio para manter-se atualizado com as tendências do setor.
No início das operações, o ideal é que o empreendedor contrate serviços terceirizados e execute, ele próprio, a gestão administrativo-financeira. Por isso, recomenda-se que o gestor organize um cadastro de consultores especializados em e-commerce, marketing digital, mídia social, logística, web design, acessibilidade, redação para internet, segurança de sistemas, entre outros.
Autônomos
Uma das principais dúvidas dos empreendedores diz respeito à contratação de pessoas físicas (profissionais autônomos) ou jurídicas (empresas) para prestação de serviços sem vínculo empregatício.
A fim de diminuir os encargos sociais, as empresas buscam a “terceirização”. No entanto, é fundamental estar atento ao tipo de atividade que pode ser terceirizada.
Não é possível contratar terceiros para realizarem serviços relacionados às atividades que justificaram a criação da empresa. A contratação pode abranger atividades intermediárias da contratante, desde que não haja relação de emprego entre as partes. Ou seja, a relação entre contratante e contratado não pode ser como aquela existente entre patrão e empregado, caracterizada pelos elementos de subordinação, habitualidade, horário, pessoalidade e salário.
Vantagens da contratação de serviços de terceiros:
·         Mais participação dos dirigentes nas atividades-fim da empresa.
·         Concentração dos talentos no negócio principal da empresa.
·         Maior facilidade na gestão do pessoal e das tarefas.
·         Possibilidade de rescisão do contrato conforme as condições preestabelecidas.
·         Controle da atividade terceirizada por conta da própria empresa contratada.
Desvantagens que este tipo de contratação pode acarretar:
·         Sofrer autuação do Ministério do Trabalho e ações trabalhistas em caso de inobservância das obrigações mencionadas no item acima.
·         Fiscalização dos serviços prestados para verificar se o contrato de prestação de serviços está sendo cumprido integralmente, conforme o combinado.
·         Risco de contratação de empresa não qualificada.
Antes da contratação, recomenda-se verificar se o pessoal disponibilizado pela empresa terceirizada consta como registrado, e se os direitos trabalhistas e previdenciários estão sendo respeitados e pagos.
  
Revenda de semijóias

Equipamentos

Os seguintes equipamentos são necessários para a montagem de uma revenda de jóias folheadas por meio de uma loja virtual:
- microcomputadores com acesso à internet em alta velocidade;
- notebooks
- modens para conexão à internet via rede móvel 3G;
- impressora multifuncional;
- linha telefônica;
- móveis e utensílios de escritório;
Convém que o empreendedor busque informações junto aos fabricantes para conhecer o tempo médio de obsolescência dos equipamentos. Assim, ele poderá realizar a análise de custo-benefício para sua aquisição (se novos ou usados), bem como planejar a reposição quando necessária.
Quanto à tecnologia, o empreendedor dispõe de três alternativas para montar a revenda virtual de jóias folheadas:
Contratar uma empresa que forneça plataformas prontas de e-commerce: o desembolso pela implementação costuma ser menor. O suporte oferecido é outra vantagem, uma vez que a loja virtual deve atender seus clientes 24 horas por dia, sete dias por semana. O custo depende das funcionalidades e do nível de personalização da loja. Plataformas sofisticadas cobram um determinado valor pela implementação e, posteriormente, mensalidade com base no número total de pageviews. Já as mais baratas cobram um valor fixo mensal, baseado na quantidade de transações.
Contratar profissionais especializados em Content Management Systems (CMS’s) para e-commerce: o preço de implantação normalmente é mais alto, mas o empreendedor terá um custo mensal mais baixo porque não existe a figura do especialista de plantão. O serviço de suporte será objeto de outro contrato. Em geral, essa modalidade representa um custo menor do que o contrato baseado em pageviews. Existem CMS’s open source que, instalados e customizados de forma adequada, podem resultar em lojas virtuais de excelência – osCommerce, Magento, PrestaShop, entre outros. 
Contratar empresa de hospedagem que ofereça sistema próprio de loja virtual ou suporte a CMS’s: solução que dispensa conhecimentos de programação e pode ser customizada conforme as preferências do revendedor de jóias foleadas. A empresa de hospedagem assume a responsabilidade de garantir suporte técnico, publicar atualizações, promover a loja, entre outros serviços.
Em geral, plataformas de lojas virtuais apresentam, entre outras, as seguintes funcionalidades:
- Administração via internet: dispensa downloads. O empreendedor acessa apenas o painel administrativo de sua loja virtual.
- Cadastro de clientes: banco de dados que reúne informações relativas à clientela da loja, tais como dados pessoais, endereço, comentários, data de criação da conta, número de visitas, data do último acesso, compras realizadas. A ferramenta possibilita ao lojista diversas maneiras de se pesquisar no banco.
- Configuração de frete: determina as modalidades de frete que a loja irá utilizar, bem como os respectivos valores, em percentuais, para cada entrega. O lojista poderá trabalhar com Sedex, Sedex 10, Sedex a cobrar, Encomenda Normal, Carta Registrada e Entrega Local.
- Configuração das formas de pagamento: estabelece as formas e o desconto para cada uma. As principais são: Depósito Bancário, Boleto Bancário, cartões Visa, Mastercard e Diners e PagSeguro.
- Editor de texto: cria e modifica o descritivo de apresentação da loja. Permite ao empreendedor inserir imagens, fazer colagens de um texto já montado e formatar fontes e cores.
- Controle de usuários: estabelece níveis de permissão de acesso aos departamentos da loja virtual – administração, chat online, etc. Registra o histórico de acessos e atendimentos.
- Limite de crédito: define o limite que cada cliente terá para compra faturada, assim como o prazo e a quantidade de parcelas a serem pagas. Se o limite for excedido, o cliente será avisado.
- Cadastro de categorias: organiza a loja em níveis (por exemplo: sessão, categoria e subcategoria), facilitando ao cliente encontrar a jóia folheada que procura.
- Cadastro de produtos: insere informações importantes do produto tais como fotografias, designer, características do metal e da pedra, detalhes sobre lapidação e acabamento, garantia, entre outras.
- Controle de estoque: realiza a baixa automática dos itens vendidos.
- Gerenciamento de anúncios: atualiza automaticamente o arquivo XML dos produtos que estão sendo anunciados na própria loja virtual e nos sites definidos pelo lojista.
- Cupom de desconto: define o valor ou percentual para cada jóia folheada; indicado para campanhas promocionais.
- Envio de newsletter: remete o material promocional para clientes cadastrados diretamente da administração da loja virtual.
- Controle de estatísticas: permite verificar informações sobre os acessos à loja virtual – data, hora, páginas mais acessadas, localização dos internautas que entraram na loja, etc.
- Controle de vendas: fornece informações referentes às transações efetuadas, tais como data da compra, dados de entrega, pagamento, descrição da mercadoria. Também possibilita ao lojista definir status do pedido, enviar mensagens ao cliente e imprimir relatórios,
- Relatórios gerenciais: gera informações sistematizadas sobre clientes, vendas, desempenho individual dos produtos, faturamento, lucro, etc. Os mais avançados estão integrados às ferramentas de e-commerce Google Analytics, Omniture, Webtrends e outras.
- Back up: permite ao lojista fazer cópias de segurança em seu próprio computador, bem como restaurar toda a estrutura do banco de dados da loja virtual.
- Tradução e conversão de moeda: realiza a versão automática do conteúdo do site para os idiomas Inglês e Espanhol,conforme o IP do computador do cliente. Também faz a conversão de moedas (Euro, Dólar e Real), permitindo assim a comercialização das jóias folheadas para diversos países.
- Pesquisa de preços: integra o catálogo de produtos e serviços da loja virtual aos principais portais de comparação de preços do mercado – Buscapé, UOL, BOL, Zura, etc.
Tecnologias de meios de pagamento e de segurança de compra também são necessárias ao funcionamento adequado de uma loja virtual. Diversas empresas vendem esses serviços hoje no Brasil. No caso dos pagamentos pela web, o lojista transfere uma percentagem para cada transação aprovada – que varia de 1,99% a 6,4%. Fornecedores de meios de pagamento também oferecem opções de ressarcimento e apoio ao consumidor no caso de atraso na entrega de produtos.
Por sua vez, empresas especializadas na segurança de transações de compras online previnem fraudes e evitam perdas financeiras. O valor referente a essa blindagem é baseado em escala e varia de acordo com as características de cada loja virtual. O empreendedor também pode contratar programas para proteger a webstore de softwares maliciosos (malwares).
Fornecedores:
Apple
Casas Bahia
Ciashop
CTIS Digital
Dell
e-Plataforma
Etna Móveis
Extra
FControl
Fnac
Free Software Foundation
Giroflex
Hewlett-Packard (HP)
Hostnet
IBM
Locaweb
Loja Virtual InfoLink
Loja Virtual UOL HOST
Lojas Americanas
Magazine Luiza
Magento
Microsoft
osCommerce
Pagamento Digital
PagSeguro
Ponto Frio
Positivo Informática
PrestaShop
Site Blindado
Submarino
Tok&Stok
Tray
Vtex
Walmart
Revenda de semijóias

Investimentos

Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento em que ele se torna autossustentável. Pode ser caracterizado como:
- investimento fixo: engloba o capital empregado na compra de imóveis (se for o caso), equipamentos, móveis, utensílios, instalações, reformas, veículos;
- investimentos pré-operacionais: são todos os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisa de mercado, registro da empresa, decoração, honorários profissionais e outros.
O investimento varia de acordo com o porte do empreendimento. Uma pequena revenda de jóias folheadas por meio de loja virtual, estabelecida em uma área de 20 m² na residência do empreendedor, exige investimento inicial estimado em R$ 34.000,00, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
- Adequação do local e compra de mobiliário: R$ 2.000,00
- Equipamentos: R$ 8.000,00
- Licença e instalação da plataforma de e-commerce: 20.000,00
- Abertura da empresa e divulgação inicial: R$ 4.000,00
As informações aqui prestadas servem apenas como referência, a partir de um exemplo hipotético. Os valores acima podem variar conforme a região geográfica que a empresa irá se instalar, necessidade de reforma do imóvel, tipo de mobiliário, etc. Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/

Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.