Como Abrir um Negócio

quinta-feira, julho 21, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de fogos de artifício

Como Abrir - Montar uma Loja de fogos de artifício
Apresentação do Negócio
 Os fogos de artifício surgiram há milhares de anos antes de Cristo, numa época em que não se conhecia a pólvora. Tudo aconteceu como numa brincadeira. As pessoas jogavam pedaços de bambus ainda verdes na fogueira e eles explodiam. Isso acontecia porque os bambus crescem muito depressa. Dentro dos bambus são formadas bolsas de ar e de seiva que ficam presas e quando aquecidas explodem. Os barulhos que vinham dos bambus por algum tempo foram motivo de sustos, mas depois foram incorporados nos festivais e comemorações locais com o objetivo de assustar maus espíritos.
      Aproximadamente 2000 anos depois, descobriram que ao preencher os bambus com pólvora e lançá-los ao fogo a explosão era muito maior. Foram os primeiros fogos de artifício a serem fabricados. A tecnologia evoluiu e os fogos também. No século XXI já é possível contar com vários tipos de fogos de artifício que produzem efeitos surpreendentes, como cascatas, sorrisos, corações e arcos.
      O negócio de fogos de artifício abrange a venda de fogos de artifício no varejo e a realização de shows pirotécnicos. Entretanto, se o empreendedor focar apenas em vendas no varejo, estará sujeito a sazonalidade do negócio, tendo seus picos de venda concentrados principalmente nas épocas de festa junina, ano novo e copa do mundo.
      Este mercado é regido por legislação específica e rigorosa em função do alto risco que apresenta. Muitos detalhes devem ser observados no processo de elaboração do plano de negócio de uma loja de fogos de artifício, por se tratar de comércio de produtos controlados. Para quem deseja abrir este tipo de empreendimento é necessário que tenha conhecimento do produto e das normas regulamentares para obtenção de alvará funcionamento.
      Para que o empreendimento tenha sucesso é necessário que o empresário tenha competência administrativa e gerencial, dedique-se ao negocio com afinco e criatividade, sempre atento a novas oportunidades para venda dos produtos. 

Loja de fogos de artifício
Mercado
O mercado de fogos de artifício, em função de sua característica sazonal, se reinventou e oferece atualmente, além dos produtos tradicionais, serviços de shows pirotécnicos para eventos de grande, médio e pequeno porte. Os eventos nesta área são chamamos de indoor ou outdoor. Entre os eventos indoor estão casamentos em ambientes fechados, bailes de formatura, festas de 15 anos, etc. Os eventos outdoor são aqueles realizados em espaço aberto como, festa de ano novo e outras grandes festas comemorativas.
      O mercado de fogos de artifício é muito restrito devido à dificuldade na obtenção das licenças, o que faz com que os futuros empreendedores muitas vezes acabem desistindo. Para quem está disposto e gosta de fogos de artifício, existe um grande mercado a ser explorado, pois muitos consumidores não conhecem as inúmeras possibilidades de entretenimento que o produto oferece.
      Também pode-se destacar como ponto positivo, a facilidade de obtenção do produto no território nacional. No Brasil existe um pólo nacional de produção de fogos de artifício localizado em Minas Gerais. Outra opção para o lojista é importar os fogos da China onde a fabricação é em grande escala e que, segundo informações contidas no site da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) o preço dos fogos de artifício chineses pode representar até 40% menos que o produto nacional. Mais informações sobre importação de artigos explosivos podem ser encontradas no Decreto de no 2.998, de 23 de março de 1999 - Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105) – Título VI: Fiscalização do comércio exterior,Capítulo II, parágrafos de 183 a 204.
Ameaças e oportunidades
      As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um novo empreendimento.
      O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será possível através de pesquisa de mercado.
      Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa - em termos financeiros - ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para estudar a concorrência já instalada, o tipo de público predominante na região em termos de capacidade aquisitiva, os gostos pessoais, a cultura e as expectativas que as pessoas têm em relação a uma loja de fogos de artifício.
      Também é importante pesquisar os preços praticados pelos concorrentes, o padrão das lojas existentes; comparar as características dos potenciais clientes e decidir-se ou não pela instalação em um determinado bairro ou região.
      O risco de abrir as portas sem conhecimento do ambiente local é muito grande.
      As ameaças são representadas por todas as possibilidades de insucesso que o futuro empresário pode identificar para o novo negócio. A realização da pesquisa sugerida fornece subsídios para a previsão de dificuldades que poderão aparecer pelo caminho.
      Algumas ameaças e oportunidades desta atividade empresarial merecem destaque:
     
      Ameaças:
* Perigo dos fogos de artifício.
* Burocracia e exigências dos órgãos fiscalizadores.
* Sazonalidade.
* Propaganda negativa na mídia, que é oriunda de acidentes provocados por explosivos.
     
      Oportunidades:
* Eventos comerciais: feiras e exposições
* Mercado amplo e pouco explorado.
* Existência de mercados alternativos.

Como Abrir - Montar uma Loja de fogos de artifício
Estrutura
As lojas de Fogos de Artifício precisam seguir as Normas Técnicas exigidas pelo Corpo de Bombeiros de cada Estado (apesar de parecidas quanto ao conteúdo, cada estado tem sua Norma). Destaca-se que é preciso de espaço para receber clientes, expor os produtos e de um depósito onde ficarão guardados os explosivos que não podem ficar expostos e necessitam de local específico para armazenagem.
      No local que será destinado para receber e atender os clientes deverá ter espaço suficiente para vitrine ou balcões, que devem ser iluminados e permitir a visualização organizada dos produtos. Quanto ao material dos balcões e vitrines, ele deverá ser de vidro temperado, pois, além de permitir a visualização dos produtos não é inflamável, e quando exposto ao fogo estilhaça evitando a formação de pontas cortantes. Outro aspecto que deve ser observado é a limpeza do ambiente. Paredes, piso, vitrines e balcões devem ser mantidos constantemente limpos.
      De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado – IDPM, clientes que se sentem confortáveis com a estrutura física do ponto de vendas compram em dobro. Pode-se pensar em alguns tipos de conforto, como por exemplo:
      1) visual: produtos expostos em ordem e que não exija que o cliente precise levantar muito a cabeça, harmonia de cores, etc.
      2) circulação: que o cliente possa se locomover na loja sem riscos de esbarrões ou acidentes.
      3) bom posicionamento do balcão de atendimento, com espaço para apoio de bolsas, preenchimento de cheques, etc.
     
 É importante lembrar que a estrutura da loja tem de estar de acordo com as especificações do corpo de bombeiros e do exército. O alvará de funcionamento só será concedido mediante aprovação destas instituições.
   Outros aspectos relacionados à estrutura estão previstos nas Normas Técnicas Exigidas, destacando-se:
* O local deverá ser identificado com placa de sinalização com os seguintes dizeres: "Área de Armazenamento", "Acesso Restrito". Nas portas de acesso exige-se altura de 1,80 m (um metro e oitenta centímetros);
* Nos locais de armazenagem e na sua área de segurança, constarão placas com dizeres "É Proibido Fumar" e "Explosivo" que possam ser observados por todos que tenham acesso;
* Deverão ser utilizados na estrutura da loja somente “material incombustível, impermeável, mal condutor de calor e eletricidade, e as partes metálicas usadas no seu interior deverão ser de latão, bronze ou outro material que não produza centelha quando atritado ou sofrer choque”;
* O piso deve ser impermeabilizado com material apropriado e acabamento liso para evitar centelhamento, por atrito ou choques, e facilitar a limpeza;
* As portas abrindo para fora, e com bom isolamento térmico e proteção às intempéries;
* As áreas dos depósitos protegidas por pára-raios segundo a Norma Regulamentadora - NR 10;
* Os depósitos dotados de sistema eficiente e adequado para o combate a incêndio, com pelo menos 02 (dois) extintores do tipo pó químico seco para utilização exclusiva nas instalações elétricas;
* O local deverá ser bastante ventilado se necessário ter aparelho que retire a umidade do ar;
* Não pode haver instalação elétrica no local de armazenamento de fogos;
* O interruptor deverá ser a prova d´água e a prova de curto;
* Os vidros das janelas deverão ser do tipo temperado, laminado ou aramado.
     
      Para mais detalhes sobre a estrutura deve ser consultada a NR 19 do Ministério do Trabalho, R-105 do Exército Brasileiro e as normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros Militar da sua localidade
      Quanto à necessidade de se instalar um sistema anti-furto, o empreendedor deverá analisar a região em que a loja está instalada e verificar o custo/ benefício desse sistema.

Loja de fogos de artifício
Pessoal
A quantidade de funcionários irá variar conforme o tamanho do empreendimento. Um pequeno estabelecimento costuma funcionar com duas pessoas atendendo; uma delas costuma ser o dono da loja. Algumas lojas pequenas podem ter três ou mais atendentes, esse número será determinado pela demanda, que é sazonal.
      O funcionário deverá ter conhecimento sobre os produtos a fim de suprir as necessidades dos clientes. Dentre os quesitos mais valorizados neste ramo de atividade estão a idoneidade e disponibilidade para trabalhar em horários e dias pouco convencionais. Outro aspecto importante a ser observado é que o profissional que vende os fogos de artifício precisa minimamente saber manusear, armazenar e ter cuidados preventivos com o produto, segundo as orientações anexo da NR 19.
      Ao recrutar um profissional de vendas é importante observar algumas características como:
      - Espírito de servir, ou seja, vontade de satisfazer o cliente;
- Ser um bom negociador, primando pelas negociações ganha-ganha, onde ambos os lados obtém benefícios;
      - Conhecimentos básicos sobre vendas;
      - Habilidade de comunicação;
      - Capacidade de percepção – ambientes e pessoas;
      - Bom controle emocional;
      A capacitação de profissionais envolvidos com o atendimento em lojas de fogos de artifício deve estar direcionada para o desenvolvimento das competências citadas acima. Caso o empreendedor deseje capacitar um funcionário como Bláster deverá procurar o curso específico existente no mercado.
 O piso salarial é estabelecido pelo sindicato de vendedores e a partir daí, cada loja deverá manter políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais.
 Ao adotar uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios financeiros ou não, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens como a diminuição de custos com:
* recrutamento e seleção;
* treinamento de novos funcionários;
* custos com demissões. 

Loja de fogos de artifício
Equipamentos

      Para o bom funcionamento do comércio é recomendado um computador com um software de gestão instalado. O software de gestão será responsável pelo controle do volume de vendas, aviso da necessidade de reposição de estoque, controle financeiro, cadastramento de clientes e produtos, e outros serviços que o sistema oferece. Este software pode ser alugado. Não há necessidade comprá-lo. Além do sistema de gestão, alguns estados exigem que os estabelecimentos comerciais tenham softwares de controle fiscal e impressoras de cupom fiscal ligadas aos computadores.
      Para o segmento de shows pirotécnicos existem alguns equipamentos que aumentam a segurança, facilitam o trabalho e criam novos efeitos visuais. Dentre eles estão:
      - Máquina de disparo de bombas por meio remoto: permite acionar os disparos do show pirotécnico de uma distância segura por meio de controle remoto.
      - Mesa Pyro Digital: oferece os efeitos: Cascata Indoor-, Chafariz prata, com altura e tempo variado; Silver Jet –  Chafariz prata de ¼ segundos, com altura variadaIce Fountaine – Mini chafariz prata com base colorida.Flame – Língua de fogo com altura aproximada de 2 metros  nas cores verde, vermelho, azul e  amarelo; Low Smoke – Explosão de fumaça e barulho. Concussion – Explosão de fogo com barulho. Glitter - Explosão de confetes ou papeis metalizados prata ou colorido. Kabuky – Jato de serpentina ou confetes. Micromine – Jato de estrelas – azul, vermelho, prata ou colorido. Saxons – Roda giratória com faíscas  prata.  Airburst - Efeito que simula os morteiros em um show pirotécnico outdoor. Rocket - Efeito na cor prata, sendo instalado de forma a percorrer uma longa distância, acionando outros efeitos como cascatas, piras olímpicas, banners, etc. Smoke puff - Grande cogumelo de fumaça branca. A aquisição destas máquinas dependerá da qualidade que o empresário pretende oferecer aos seus clientes.
      A demora do aparecimento e consequentemente da aquisição  de novos equipamentos aliada a alta durabilidade faz com que o empreendedor tenha baixos custos com reposição das máquinas.
       Geralmente, não existe necessidade de contratar seguro para os equipamentos, entretanto o empresário deverá avaliar os riscos de sua localidade que impliquem na necessidade de se contratar os serviços de uma seguradora. 

Loja de fogos de artifício
Investimentos
 Várias decisões impactam no investimento para abertura de uma loja.
      O primeiro passo consiste em decidir sobre o local que será montado o negócio: se o imóvel será próprio ou alugado.  A seguir, deve se avaliar todas as modificações necessárias que deverão ser realizadas no local para obtenção do alvará de funcionamento. É fundamental o empresário estar atento ao fato de que, a estrutura de uma loja de fogos de artifício deve estar de acordo com a legislação para este ramo de atividade. Definidas essas condições é preciso decidir a quantidade de fogos mínima para começar o negócio e os equipamentos serão adquiridos.
      Todas as respostas para estas questões surgirão com a elaboração do plano de negócios. Etapa fundamental para quem deseja empreender de forma consciente, “o plano de negócios é a validação da idéia, análise de sua viabilidade como negócio” (DOLABELA, 1999). Para quem deseja instruções de como fazer um plano de negócios, o SEBRAE oferece um curso gratuito na internet, para se inscrever acesse http://www.ead.sebrae.com.br/.
     
      Considerando uma loja de fogos de artifício instalada numa área de 90m², é necessário um investimento inicial estimado em R$ 56.000,00 (cinqüenta e seis mil reais, aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
      • Reforma do local: R$ 25.000,00;
      • Aluguel: R$ 2.000,00;
      • Vitrines de vidro temperado: R$ 3.000,00;
      • Móveis e materiais de escritório: R$ 2.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora: R$ 6.000,00;
      • Estoque inicial: R$5.000,00;
      • Capital de giro: R$ 13.000,00. 

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens

Loja de ferragens
Apresentação do Negócio
O crescimento do mercado de construção e decoração no Brasil alavancou a demanda por armários, cozinhas planejadas e banheiros decorados, impulsionando o setor de ferragens e oferecendo excelentes oportunidades de negócios para empreendedores perspicazes e bons vendedores.
Também contribuem para o desenvolvimento do setor a abundância de reservas de minério de ferro existentes no Brasil, a qualidade do metal produzido pelas metalúrgicas e a competitividade do preço dos insumos.
Estruturada inicialmente para atuar na venda de pequenos objetos e acessórios de metais, a loja de ferragens hoje se tornou um centro de comércio e serviços de serralheria. Para quem está começando no setor, os itens que não podem faltar na loja são fechaduras, maçanetas, dobradiças, cantoneiras, aramados, puxadores e metais para cozinhas e banheiros.
Além do comércio de produtos, uma loja de ferragens pode ampliar o seu leque de atuação ao oferecer serviços de serralheria, como a fabricação de portas, janelas, portões, grades, pantográficas, persianas e placas. Algumas lojas ainda oferecem serviços de vidraçaria.
Em casa de ferreiro, o espeto não pode ser de pau. A previsão de demanda e o planejamento do negócio são fundamentais para o sucesso do empreendimento. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Loja de ferragens
Mercado
Com as complicações urbanas relacionadas a trânsito e violência, o lar transformou-se num ponto de recepção de amigos. A casa passou a ser um centro de entretenimento, com atrativos visuais harmônicos e luxuosos. A valorização do lar contribui para a adoção de modas e tendências em design de interiores, bem como para a contratação de decoradores e profissionais do ramo. Em dez anos, o Brasil passou de 4 mil para 10 mil decoradores registrados, além da criação de dezenas de novos cursos técnicos e faculdades de decoração.
O setor de decoração movimenta em torno de R$ 5 bilhões por ano no país. Os pontos comerciais, que somavam 20 mil há dez anos, hoje correspondem a mais de 40 mil. Os shopping-centers temáticos saíram do eixo Rio – São Paulo e já marcam presença em diversas cidades, tais como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Niterói.
Os elementos de decoração ganharam o conceito de qualidade de vida e superaram a característica de “luxo para poucos”. A internet e o aumento da quantidade de revistas sobre o tema formaram uma geração de consumidores mais informados e interessados em novidades.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo.
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre ferragens. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens
Estrutura
Para uma estrutura mínima com um ponto comercial, estima-se ser necessária uma área de 100 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com balcão de atendimento, caixa, empacotamento e entrega de produtos), escritório e depósito para estoque.
É conveniente que o espaço de vendas possibilite o auto-atendimento do cliente. O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Também deve haver espaço para um balcão vitrine e atendimento pelo vendedor. Este balcão serve para exposição e venda de objetos e acessórios, além de permitir a demonstração de produtos.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
O escritório destina-se ao atendimento a clientes especiais e fornecedores, além de funcionar como local de trabalho do proprietário. Deve ser composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e microcomputador.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, design dos móveis, iluminação, ventilação etc.

Loja de ferragens
Pessoal
O fator humano é fundamental para o sucesso de uma loja de ferragens. Contar com profissionais qualificados e comprometidos deve estar no topo da lista de prioridades do empreendedor.
O número de funcionários da loja vai variar de acordo com seu o tamanho. Em geral, uma pequena loja pode contar com dois vendedores, além do empreendedor. Suas atribuições são:
• Empreendedor: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Precisa manter contato com os fabricantes de metais e acompanhar as últimas tendências do setor;
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
Normalmente, a loja funciona em horário comercial das 10 às 18 h. Lojas situadas em shopping centers seguem o horário do centro comercial, normalmente das 10 às 22 h. Sábados e domingos são dias de grande faturamento. Dependendo do movimento e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento, exigindo a contratação temporária de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que, nesse segmento de negócio, os clientes satisfeitos ajudam na divulgação da loja para novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Como Abrir - Montar uma Loja de ferragens
Equipamentos
Os materiais básicos para a instalação de uma loja de ferragens são:
• Vitrines e gôndolas;
• Balcão vitrine;
• Móveis e materiais de escritório;
• Telefone;
• Aparelho de fax;
• Microcomputador;
• Impressora;
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de ferragens
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de ferragens, estabelecida em uma área de 100 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 50 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 10.000,00;
• Capital de giro: R$ 5.000,00;
• Estoque inicial: R$ 25.000,00;
• Camas, mesas e cadeiras: R$ 4.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora: R$ 6.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.
 
Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

quinta-feira, julho 14, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Apresentação do Negócio
A loja de conveniência representa um dos símbolos do mundo contemporâneo. Com a correria do dia a dia nas grandes cidades e seus problemas crescentes de mobilidade urbana, as compras dos chamados produtos de conveniência são realizadas em horários noturnos e em locais estabelecidos no trajeto trabalho-casa. Cada vez mais consumidores se dispõem a pagar mais caro para adquirir estes produtos de forma rápida e cômoda.
Segundo pesquisa do Instituto Sinergia, a média de visitas às lojas de conveniência é de até seis vezes por semana, com maior frequência nas sextas e sábados à noite. O tempo de permanência dentro da loja é de nove minutos e o gasto médio de R$ 10. Cigarros e refrigerantes são os itens mais vendidos. Postos de combustíveis são os locais preferidos para a instalação das lojas.
Os principais produtos vendidos em lojas de conveniência são sanduíches, bebidas, salgados, doces, pratos congelados, sorvetes, cigarros e materiais de higiene e limpeza. Muitas lojas possuem até 700 itens para venda e oferecem serviços de lan-house, banco 24 horas, revistaria, tabacaria, lanchonete e espaço para relaxamento.
Há 20 anos, este tipo de comércio funcionava como um substituto para supermercados que não abriam no período noturno, vendendo miudezas e produtos básicos. Com o tempo, a loja virou um ponto para a realização de serviços, como acesso à internet e retirada de dinheiro. Alguns empresários já investem em novos serviços, tais como locadora de filmes, farmácias, lavanderias, lotéricas, postos dos Correios e correspondente bancário.
O sistema de franquias também representa uma boa opção para entrada neste ramo de negócios. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Loja de conveniência
Mercado
O mercado de lojas de conveniência acabou de completar 20 anos e já cresce ao ritmo de 20% ao ano, faturando R$ 200 milhões por mês e gerando 80 mil empregos diretos. O segmento movimenta R$ 3 bilhões por ano, com 6.000 lojas espalhadas no país.
As lojas estão presentes em aproximadamente 15% dos postos de combustíveis do país e são capazes de dobrar o faturamento do empreendimento. Aos poucos, o posto de abastecimento se converte em um posto de serviços, com pessoas se alimentando, fazendo compras e, eventualmente, abastecendo o carro.
No Brasil, cada loja de conveniência recebe, em média, 300 clientes por dia, faturando R$ 100 mil por mês. Segundo um estudo realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicon), o público consumidor é majoritariamente do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, de classes A ou B. A proporção entre casados e solteiros é equilibrada: 48% a 44%.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo;
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre o segmento;
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;
• Participação em seminários especializados.

Como Abrir - Montar uma Loja de conveniência
Estrutura
Uma loja de conveniência pode ocupar uma área mínima de 70 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com balcão de atendimento, caixa e entrega de produtos), depósito para estoque e banheiros.
O empreendedor deve planejar o mostruário de produtos no começo da loja, com gôndolas, prateleiras e araras, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Os fregueses são suscetíveis a impressões e informações adquiridas dentro das lojas. Portanto,as mídias fundamentais para transmitir mensagens mercadológicas são as paredes, tetos e corredores da loja. A loja em si tornou-se uma enorme propaganda tridimensional, com sinalizações, prateleiras e expositores estimulando as compras dos clientes. Estudos comprovam que quanto mais tempo o cliente permanece em uma loja, maior será o desembolso final.
Outra forma de aumentar a receita é trabalhar o cross-merchandising, ou seja, mesclar itens que possam atrair o interesse do cliente como queijos e vinhos, salgadinhos e bebidas ou massa e molho de tomate.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre layout, ergometria, fluxo de operação, iluminação, ventilação etc. 
 
Loja de conveniência
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a loja de conveniência exige a seguinte equipe:
• Proprietário: responsável pelas atividades administrativas, financeiras e da prestação dos serviços. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado.
• Administrativo: responsável pelo apoio aos vendedores, controle de estoque e execução de tarefas administrativas.
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
O fator humano é muito importante para o sucesso de uma loja de conveniência. A contratação de vendedores competentes e com boa experiência sustenta a qualidade do serviço prestado. Os funcionários devem ser qualificados e comprometidos com o trabalho.
De acordo com o horário de funcionamento e com o volume de trabalho, pode ser necessária a contratação de mais vendedores. Escalas e turnos de vendedores são úteis para as lojas que funcionam 24 horas. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. Além do aspecto técnico, a capacitação dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.  

Loja de conveniência
Equipamentos
Os equipamentos básicos para a instalação de uma loja de conveniência são:
• Vitrines e gôndolas;
• Freezers e geladeiras;
• Forno de microondas;
• Estufas;
• Microcomputadores, caixas, telefone e aparelho de fax.
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de conveniência
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de conveniência, estabelecida em uma área de 70 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 70 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 12.000,00;
• Vitrines, gôndolas e prateleiras: R$ 10.000,00;
• Freezers e geladeiras: R$ 8.000,00;
• Forno de microondas: R$ 500,00;
• Estufas: R$ 1.500,00;
• Capital de giro: R$ 10.000,00;
• Estoque inicial: R$ 18.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputadores e caixas: R$ 10.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

terça-feira, julho 12, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Apresentação do Negócio
Após um longo dia de trabalho, nada melhor do que se entregar aos encantos de Morfeu, o deus grego do sono. A importância do nosso repouso diário tornou-se foco de pesquisas científicas e ganhou destaque em reportagens de televisão e matérias jornalísticas. Noites mal-dormidas podem prejudicar o metabolismo humano, reduzir os níveis de insulina, aumentar o peso, atrasar a recuperação de doenças e ferimentos, desenvolver problemas psiquiátricos e reduzir a capacidade de aprendizado, memória, raciocínio lógico e cálculo matemático.
Um dos principais fatores que determinam à qualidade do sono é o colchão. Considerado uma das mais antigas invenções do mundo, o colchão surgiu por causa do incômodo de dormir diretamente sobre o chão. Inicialmente, as pessoas juntavam folhas para reduzir o desconforto, principalmente no inverno. Posteriormente, costuravam folhas, palhas e ramos entre peles de animais, formando uma espécie de coxim que se assemelhava mais ao nosso colchão atual.
Nas civilizações egípcias, romanas e gregas, o colchão tornou-se um símbolo de luxo. Os romanos desenvolveram o colchão de palha, algodão, lã e pele animal. Com o surgimento da cama, por volta do século XVI, o colchão era colocado em uma estrutura de madeira, sobre uma treliça de cordas fixas. Em 1889, o texano Daniel Hayness inventou uma máquina que comprimia algodão, criando a indústria de colchões. A estrutura de molas foi inventada pelo alemão Herinch Westphal, após a Revolução Industrial.
O maior problema apresentado pelos colchões primitivos era o acúmulo de insetos, causado pelo enchimento orgânico não tratado. Já os colchões de algodão mofavam em climas quentes e úmidos.
Atualmente, as pesquisas de novos materiais e a aplicação de alta tecnologia, inclusive com a utilização de técnicas da Nasa (Agência Aeroespacial Norte-Americana), aumentaram o padrão de qualidade dos colchões, permitindo um elevado nível de conforto, durabilidade e resistência.
Ancorada no crescimento da demanda, a indústria de colchões também ampliou a oferta de tipos de molejo. Cada dia, mais as pessoas procuram comparar os modelos e testar as marcas. Hoje, ao chegar numa loja, o cliente pode escolher se o seu colchão será de espuma, de mola, de látex, de visco elástico, de água, de algodão, de palha, de lã, inflável, ortopédico, elétrico, magnético, antialérgico, antiácaro ou com pillow top.
O aumento da consciência e do nível de informação dos consumidores também elevou o cuidado dos clientes com a compra do seu colchão. Afinal, que outro produto consumimos diariamente, por 8 horas ininterruptas, durante vários anos?
A ampliação da oferta de modelos impactou diretamente no varejo do setor, multiplicando as lojas especializadas em venda de colchões. O negócio já representa a realização do sonho de milhares de empreendedores que conhecem o segmento e possuem habilidades comerciais. Canais adicionais de venda como catálogos e comércio eletrônico também potencializam a receita da loja.
O empreendedor só não pode dormir no ponto. A previsão de demanda e o planejamento do negócio são fundamentais para o sucesso do empreendimento. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais próximo.

Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Mercado
A indústria de colchões movimenta cerca de R$ 2,6 bilhões no Brasil ao ano, atingindo crescimento médio anual de 10%. A grande maioria desse mercado é ocupada por colchões de espuma, com 90% de participação. Os 10% restantes correspondem às peças feitas à base de molas e tecidos, e aos colchões especiais, como hospitalares. O selo de qualidade Pró-Espuma, desenvolvido pelo Iner – Instituto Nacional de Estudos do Repouso -, já certificou 15 milhões de colchões por meio de testes de laboratório, nos últimos 15 anos.
Com a abertura do mercado para a importação de produtos internacionais, as lojas de colchões incorporaram novos modelos, como os colchões americanos de mola, com tamanho maior do que os nacionais.
O varejo de colchões já conta com mais de 10 mil lojas. A excelente performance deste setor atraiu uma grande variedade de empresas, acirrando a concorrência no mercado e ampliando a oferta ao consumidor. A melhor alternativa para se destacar ainda é apresentar um diferencial nos serviços prestados (preço, atendimento, inovação).
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado-alvo.
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre colchões. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.

Loja de colchões
Estrutura
Para uma estrutura mínima com um ponto comercial, estima-se ser necessária uma área de 100 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. As principais mercadorias da loja – os colchões – ocupam muito espaço.
Os ambientes podem ser divididos em área para a exposição de produtos, área de vendas (com mesa e cadeiras), escritório e depósito para estoque. A área de exposição deve ter camas com colchões para que o cliente deite e experimente os produtos.
É importante que as vitrines externas permitam a maior transparência para o interior da loja e que exponham, de forma organizada, uma boa variedade de produtos. Porém, em cidades grandes e em locais pouco seguros, a fachada deve ter dispositivos adicionais de segurança como alarmes, câmeras de vigilância e grades de ferro.
O escritório destina-se ao atendimento a clientes especiais e fornecedores, além de funcionar como local de trabalho do proprietário. Deve ser composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e microcomputador.
Todo o ambiente deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.
As paredes devem ser pintadas com tinta acrílica. Tons claros são adequados para ambientes pequenos, pois proporcionam a sensação de amplitude. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.
A utilização de forros de gesso proporciona a criação de diferentes efeitos de iluminação. Sancas com lâmpadas embutidas podem iluminar indiretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que focos direcionados a vitrines e prateleiras destacam os produtos. Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, design dos móveis, iluminação, ventilação etc.

Loja de colchões
Pessoal
O fator humano é fundamental para o sucesso de uma loja de colchões. Contar com profissionais qualificados e comprometidos deve estar no topo da lista de prioridades do empreendedor.
O número de funcionários da loja vai variar de acordo com seu o tamanho. Em geral, uma pequena loja pode contar com dois vendedores, além do empreendedor. Suas atribuições são:
• Empreendedor: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Precisa manter contato com os fabricantes de colchões e acompanhar as últimas tendências do setor;
• Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
o Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
o Entender as necessidades dos clientes;
o Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
o Conhecer as tendências do mercado;
o Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
o Transmitir confiabilidade e carisma;
o Atualizar-se sobre as novidades do segmento;
o Zelar pelo bom atendimento após a compra.
Normalmente, a loja funciona em horário comercial das 10 às 18 h. Lojas situadas em shopping centers seguem o horário do centro comercial, normalmente das 10 às 22 h. Sábados e domingos são dias de grande faturamento. Dependendo do movimento e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento, exigindo a contratação temporária de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que, nesse segmento de negócio, os clientes satisfeitos ajudam na divulgação da loja para novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da loja;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O SEBRAE da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Como Abrir - Montar uma Loja de colchões
Equipamentos
Os principais equipamentos de uma loja de colchões são:
• Aparelho de fax;
• Impressora;
• Microcomputador;
• Móveis e materiais de escritório;
• Telefone.
Ao fazer o layout da loja, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Loja de colchões
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de colchões, estabelecida em uma área de 100 m², exige um investimento inicial estimado em R$ 50 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local: R$ 10.000,00;
• Capital de giro: R$ 5.000,00;
• Estoque inicial: R$ 25.000,00;
• Camas, mesas e cadeiras: R$ 4.000,00;
• Telefone, aparelho de fax, microcomputador e impressora: R$ 6.000,00.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no SEBRAE.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados

Loja de calçados
Apresentação do Negócio
Calçado é o nome dado a sapatos, botinas, sandálias, enfim, a tudo que cobre e protege os pés.
Antigamente, calçados se dividiam em categorias: aqueles que protegiam a planta dos pés e eram atados com cordões e os que cobriam inteiramente os pés.

Os primeiros correspondiam a caliga, calçado militar, que deixava os dedos inteiramente livres, tais como a solea, crepida, baxae e sandálias. Os outros, ao contrário, deixavam os pés cobertos com couro, tais como calceus, mulleus, pero, coturno e phaecasium, e eram fabricados em couro.

Os grandes borzeguins dos franceses e dos gauleses sucederam as elegantes botinas galo-romanas que as Cruzadas mudaram pelas batouches crochues, origem do famoso calçado “poulaine” – polaina.
No fim do século XV, foi adotado para todos os calçados o bico de pato. Depois surgiram as formas longas Henrique III, as botas quadradas Henrique IV. Sapatos e botas não tinham saltos. No século XVII começou-se a usar o salto e bem depressa chegou-se ao excesso no gênero, sendo o sapato chambre uma das referências desse estilo.
Na sequência, do tempo de Luís XV, voltaram os sapatos planos trazidos pela moda inglesa, seguida somente pelos cortesãos. No tempo de Napoleão I foi observada a moda do século anterior, mas os homens usaram botas até a Restauração.
No tempo de Luís Filipe vemos aparecer os sapatos e botinas de elástico e a bota de verniz, que era escondida pela calça. No Brasil tornam-se características as chinelas bordadas das baianas. A maioria dos calçados são de couro, pelica, camurça, tecidos, palhas, cordas, borracha, madeira e a indústria oferece couros infinitamente variados em resistência, espessura, maciez, aspecto e cor.

Loja de calçados
Mercado
As lojas de calçados tiveram uma grande expansão nos maiores centros urbanos do país, principalmente nos últimos 10 anos. Esse crescimento se deveu muito a melhoria dos calçados comercializados no país e também por uma mudança cultural, em que uma boa parte da sociedade passou a preferir a compra de novos calçados em detrimento de consertá-los, o que estimulou a demanda para esse segmento.
Nesse mercado apresentam-se como opção três tipos de lojas: as multimarcas, tipo mais comum e que trabalha simultaneamente com vários fornecedores e modelos de calçados; a franqueada, que negocia especificamente os modelos fabricados pela marca representada e as lojas de fábrica, que além de normalmente só negociarem o próprio calçado, costumeiramente contam com preços competitivos.
Em relação às lojas multimarcas, é necessário possuir um bom feeling na hora de contratar funcionários e muita habilidade para negociar com fornecedores, representantes e até mesmo diretamente com a clientela, pois tem que realizar o papel principal do estabelecimento, apostando em novas marcas (em geral com preços mais atrativos) ou em empresas consagradas (cujo público fiel costuma compensar os preços mais altos dos produtos), e criando estratégias eficazes de marketing.
Se for uma loja franqueada, as preocupações serão mais específicas. Como a loja só irá negociar calçados fabricados pela empresa escolhida, seu leque de negociações ficará mais restrito. Porém, vários cuidados fundamentais, antes de contratar o negócio, devem ser adotados. O custo/benefício dos produtos, a contrapartida e as garantias oferecidas ao franqueado são um bom começo.
Por fim, a loja pode ser do tipo fabricante, então poderá montar um atacado juntamente com a loja de varejo de sua marca. Sendo que um dos primeiros passos é definir em que local será instalada tal loja, pois a localização deverá ser em local diferente da indústria.
Para aqueles empreendedores que acreditam que uma maior tranquilidade poderá ser um bom negócio, poder-se-á iniciar seu ingresso nesse novo mercado via franquia. Isto porque trata-se de um produto conhecido do grande público, tornando-se mais prático e talvez um pouco mais garantido que os outros tipos de lojas, como exemplo cita-se algumas marcas que trabalham com o sistema de fraqueamento: Via Uno, Samello, Arezzo, Andarella, entre outras.
Mas também tem a desvantagem de normalmente os preços não serem tão atrativos, o que poderá ser um limitador de público-alvo.

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados
Estrutura
O tamanho da estrutura física para instalação de uma loja de calçados varia, segundo a expectativa do empreendedor, na comercialização de calçados e outros itens que compõe o seu empreendimento.
Assim, apresenta-se abaixo uma estrutura para uma loja de calçados de médio porte, considerando a disponibilização de espaços específicos para exposição dos produtos comercializados na loja, atendimento/vendas, estoque/depósito e área administrativo-financeira. Sugere-se que o ideal para o início de uma loja de calçados seja de aproximadamente 60m².
Os espaços indicados acima devem ser dotados de layout adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue:
a. Exposição dos produtos: espaço dotado de expositores de calçados, de preferência em amplas vitrines de vidros voltadas para a área de trânsito de pedestres;
b. Atendimento/Vendas: essa área deve ser ampla o suficiente para a alocação de cadeiras/sofás ou outras formas de assentos que possibilitem aos clientes provarem os calçados de seu interesse. Esse espaço será utilizado para que os vendedores abordem os clientes que entram na loja de calçados;
c. Estoque/Depósito: nesse espaço deverão estar dispostas as prateleiras que receberão os pares de calçados, em caixas, a serem comercializados;
d. Administrativo-financeiro: esse espaço é destinado à elaboração das tarefas administrativas e financeiras da loja de calçados, tais como fechamento do caixa, conciliações das vendas via cheque, dinheiro, cartões de crédito, crediário, contas a pagar, dentre outros. Também será executado nessa área as tarefas de controle de estoques, compras e outras atividades de escritório.
Não existe uma regra clara e objetiva para a definição da estrutura física necessária para instalação de uma loja de calçados. Mas como em qualquer outro empreendimento, os departamentos deverão ser separados da melhor forma para que seja possível conseguir a maior produtividade possível de cada colaborador.
 
Loja de calçados
Pessoal
O quadro de pessoal de uma loja de calçados irá variar de acordo com o tamanho do empreendimento. Apresenta-se abaixo o quadro de pessoal para uma loja de médio porte, que deverá ser aproximadamente 06 (seis) funcionários:
• Dois vendedores;
• Um estoquista;
• Um auxiliar administrativo;
• Um caixa;
• Um gerente.
Os vendedores, estoquista e o gerente deverão conhecer bem das mercadorias comercializadas na loja de calçados.
Ressalta-se ainda que o proprietário do negócio deverá estar presente em todas as operações da empresa, principalmente acompanhando a área de vendas e estoque, bem como a parte de gestão administrativo-financeira da empresa.

Loja de calçados
Equipamentos
Os principais equipamentos para o funcionamento de uma loja de calçados são:
a. Prateleiras;
b. Vitrine;
c. Balcão para atendimento geral;
d. Mostruário;
e. Máquina de calcular;
f. Máquina registradora ECF;
g. Microcomputador;
h. Impressora;
i. Cadeiras/sofás;
j. Telefone;
k. Fax.
Basicamente são esses os itens principais que são requeridos em uma loja de calçados. A parte de tecnologia não é tão expressiva, contudo faz-se necessário que o empreendedor invista na aquisição de um software que auxilie no controle de estoque, frente de caixa, contas a receber, crediário, contas a pagar, etc..

Como Abrir - Montar uma Loja de calçados
Investimentos
O investimento para montar uma loja de calçados deverá girar em torno do que segue abaixo:
EQUIPAMENTOS PARA A ÀREA OPERACIONAL
1. Prateleiras - 8 – R$ 1.400,00
2. Vitrine - 3 – R$ 1.270,00
3. Balcão para atendimento - 2 – R$ 800,00
4. Cadeiras – 15 –  R$ 2.250,00
5. Espelhos – 4 – R$ 800,00
6. Máquina de calcular portátil – 6 – R$ 150,00
7. Máquina registradora - 1 – R$ 1.250,00
8. Microcomputador – 3 – R$ 3.900,00
Total Equipamentos........................R$ 11.820,00
MOBILIÁRIO PARA A ÁREA ADMINISTRATIVA
1. Microcomputador – 2 - R$ 2.600,00
2. Impressora laser – 1 - R$ 600,00
3. Mesa - 2 - R$ 500,00
4. Cadeira – 6 - R$ 900,00
5. Fax – 1 - R$ 450,00
6. Telefone – 2 - R$ 100,00
Total Mobiliário..................... R$ 5.150,00
TOTAL DE EQUIPAMENTOS/MOBILIÁRIO - R$ 16.970,00
Em relação ao investimento para aquisição de mercadorias será aproximadamente de R$ 60.000,00, distribuídos entre os itens que são necessários para estruturar inicialmente uma loja de calçados. Esse montante deverá ser distribuído entre os produtos que serão comercializados em seu empreendimento.
Observação: se a loja for em formato de fraqueada, o franqueador tem definido o montante de investimento inicial.
Na parte do imóvel, o montante a ser investido em reforma e adequação às necessidades da empresa é extremamente variável, pois dependerá do material de construção que será empregado, bem como o espaço a ser utilizado. No entanto, como deve ser uma estrutura com um visual bastante chamativo, o custo nesta área irá girar entre R$ 12.000,00 a R$ 25.000,00.
Não está previsto no investimento acima indicado o valor do software para automação da loja de calçados, isto porque o empreendedor poderá encontrar soluções tecnológicas de valores variados.

Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.

segunda-feira, julho 11, 2011

Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos

Loja de brindes ecológicos
Apresentação do Negócio
A presente idéia de negócio contém informações necessárias e úteis para o empreendedor em potencial avaliar melhor a decisão de montar uma empresa de brindes ecológicos. São questões como localização, tipos de produtos e segmentos a serem buscados, alguns números do setor e do mercado e dicas importantes a serem pensadas durante o processo de abertura da empresa.
O negócio de brindes não é um fenômeno atual, é um mercado de longa data e que vem se diversificando ao longo do tempo. Acompanha tendências mundiais, hábitos dos consumidores e, em algumas vezes, sugere mudanças comportamentais.
Os brindes são elaborados de diversas formas e matérias-primas como plásticos, papéis, metais, borrachas, vidros, tecidos, podendo ser fabricados os mais variados tipos de produtos; camisetas, bonés, lápis, canetas, blocos de papel, pastas, sacolas, chaveiros, pen-drives,  dentre outros. O foco da utilização dos brindes sempre foi o de promover a marca de quem está entregando o brinde, na tentativa de fidelizar o cliente, demandando um grande esforço de divulgação.
Atualmente, esses produtos também possuem como objetivo demonstrar as novas tendências que a empresa ofertante está seguindo, como no caso dos brindes ecológicos, utilizados pelas empresas mostrarem que possuem consciência ambiental, na tentativa de demonstrar que está preocupada com o bem estar ambiental de todos.
Considera-se brinde qualquer tipo de objeto ou material personalizado com a marca do produto e/ou da empresa, que possa gerar afinidade, fidelidade, associação direta com a marca. Os principais atrativos são o baixo valor exigido para se montar uma empresa de brindes ecológicos e todo tipo de festa ou data comemorativa para alavancar a produção, como a copa do mundo.
Nesta idéia de negócio vamos focar principalmente numa empresa de vendas de brindes ecológicos cujo principal meio de divulgação e de comercialização seja a internet.
Loja de brindes ecológicos
Mercado
"Segundo Salvador (2008), o mercado brasileiro de brindes está em plena expansão, com crescimento anual da ordem de 10%. Esses resultados ocorrem pois o brinde é um instrumento muito importante para alavancar as vendas de uma empresa, servindo como propaganda da empresa e associando a marca aos produtos, divulgando a imagem de uma empresa, em campanhas promocionais. São várias formas de utilização que trazem um resultado efetivo. Uma empresa fica sabendo que a outra está distribuindo brindes e quer fazer também. É uma tendência mundial.
Ainda segundo Salvador, os brindes ecológicos são atualmente a coqueluche do mercado. Estão seguindo uma consciência ecológica que vem tomando conta das pessoas, dos mercados mundiais. Atualmente, todas as pessoas e empresas estão preocupados com o meio ambiente. Principalmente numa época em que estão sendo discutidas questões fundamentais para a preservação do planeta e para a elaboração de uma agenda que substituirá o Protocolo de Kioto, que se extingue em 2012.
No setor de brindes, qualquer novidade é importante. É um gancho para a campanha da empresa. O comprador tem consciência que isso vai ajudar o planeta e por aí vai. É como uma bola de neve, todos aderem à novidade e quando percebemos o negócio já é um sucesso. No próximo ano, a previsão é que os brindes ecológicos atinjam de 20% a 30% do mercado. (SALVADOR, 2008)
Conforme apresentado na revista eletrônica da Pequenas Empresas, Grande Negócios, o mercado de brindes no Brasil deve faturar este ano mais de R$ 6 bilhões. E a previsão é de um crescimento médio de 10% nos próximos anos. Atualmente, existem cerca de quatro mil fabricantes de brindes no país.
  
Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos
Estrutura
O empreendedor, ao iniciar seu negócio deverá prestar atenção as reais necessidades que terá para por sua empresa para funcionar. Assim, cabe mencionar inicialmente que uma empresa de brindes ecológicos não necessita de uma grande estrutura para realizar as suas atividades, principalmente se ela funcionar somente como uma empresa de representação dos produtos de outras empresas, necessitando apenas de uma estrutura comercial para realizar e centralizar as vendas.
Assim, pensando no caso acima mencionado, de uma empresa de representação de brindes ecológicos com foco em vendas pela internet, será necessária uma sala comercial ou uma loja, composta de salas para o pessoal administrativo e comercial, de marketing e tecnologia da informação, assim como várias outras áreas necessárias ao funcionamento de uma empresa. Tudo deve depender do volume esperado. Uma empresa de brindes ecológicos de pequeno porte pode funcionar dentro da casa do próprio dono, por exemplo, ou como dito, em sala comercial.
O espaço necessário para se trabalhar com essa empresa é de 15 m², podendo possuir, em casos de escritórios maiores, divisórias ou estações de trabalho para a equipe realizar suas atividades.
Se o intuito for montar uma fábrica de brindes ecológicos, com equipamentos específicos, a estrutura deverá ser maior, para comportar a produção e ser mais eficiente. Ai já haveria a necessidade de pelo menos 100 m².
Um espaço muito importante a ser pensando é a recepção, considerada a fachada, a porta de entrada do cliente. É nela muitas vezes que o cliente é ganho. Esta deve comportar, ao menos, uma mesa para secretária com cadeiras e sofá para espera dos clientes e uma vitrine para exposição dos produtos comercializados. Um pequeno espaço deve ser reservado para estocar pequenas quantidades de produtos.
Pense em ambientes arejados onde possam ser aproveitadas, quando couber, luz e ventilação natural, evitando custos desnecessários. 
Loja de brindes ecológicos
Pessoal
A necessidade de pessoal, tal qual o tamanho da infra-estrutura, vai depender diretamente do volume de vendas esperada pelo empreendedor. O pessoal necessário para trabalhar numa empresa de brindes ecológicos em geral não são especialistas, não havendo necessidade de mão-de-obra especializada.
Para uma pequena empresa de comércio de brindes são necessárias poucas pessoas para gerenciar o negócio, fazer as vendas e cuidar das atividades administrativas, que nesse caso pode ser o próprio dono, mais uma pessoa para assessoramento, como uma secretária ou mesmo outro sócio. Mais uma pessoa para efetuar a limpeza cotidiana do local.
Se a idéia do empreendedor for montar uma fábrica de brindes ecológicos, haverá a necessidade de um número maior de funcionários e com qualidades técnicas especificas para cada etapa produtiva, bem como para as áreas administrativas: gerência financeira, vendas, contador, faxineiros, dentre outros já mencionados.
É interessante que as pessoas tenham treinamento para uso e conservação de equipamentos ligados ao processo produtivo, para redução de desperdícios e higiene pessoal e do local de trabalho.

Loja de brindes ecológicos
Equipamentos
Os equipamentos necessários também variam com o tamanho do volume esperado pelo empreendedor. Como a atividade é prestação o comércio de produtos, a necessidade de equipamentos é mínima, principalmente quando parte dos serviços é terceirizada, ou realizada por outras empresas parceiras.
Como não haverá processo produtivo para a idéia de negócio aqui apresentada, os principais equipamentos necessários serão os computadores, impressoras, telefones, ventiladores, ar condicionado, móveis e utensílios de escritório, dentre outro. Também serão utilizados softwares para editoração, diagramação, criação de gráficos e designs para as artes a serem impressas em camisas, blocos, canetas, se for o caso.
No caso de uma fábrica de brindes ecológicos, os equipamentos a serem adquiridos deverão ser pensados a depender do tipo de produto a ser elabora. No caso de camisetas ecológicas, máquinas de serigrafia, no caso de canetas ecológicas feitas de embalagens  longa vidas, impressoras de canetas, dentre outros produtos.
Uma ressalva deve ser efetuada nesse momento. Como o foco aqui é a comercialização via internet, se faz necessário que os equipamentos de informática sejam dimensionados e adquiridos especificamente para os fins desejados, com melhores desempenhos e capacidades de processamento e armazenamento. 

Como Abrir - Montar uma Loja de brindes ecológicos
Investimentos
Os investimentos necessários para uma empresa de brindes ecológicos são:
EQUIPAMENTOS
QUANTIDADE
VALOR UNITÁRIO
VALOR TOTAL
Armário
2
 R$         699,00
 R$     1.398,00
Sofás para recepção
1
 R$     1.000,00
 R$     1.000,00
Arquivo
1
 R$         499,00
 R$         499,00
Telefone
1
 R$         409,00
 R$         409,00
Microcomputador
3
 R$     2.500,00
 R$     7.500,00
Estação de trabalho com mesa e cadeira
4
 R$     1.000,00
 R$     4.000,00
Impressora jato de tinta
2
 R$         350,00
 R$         700,00
Impressora laser colorida
2
 R$     2.000,00
 R$     4.000,00
Balcão, Vitrine e Expositor
1
 R$     5.000,00
 R$     5.000,00
Desenvolvimento do sitio da internet
1
 R$   25.000,00
 R$   25.000,00
Softwares e licenças
1
 R$     2.000,00
 R$     4.000,00
Mesa digitalizadora
1
 R$     1.500,00
 R$     1.500,00
Impressora Fiscal
1
 R$     1.749,00
 R$     1.749,00
TOTAL GERAL
 R$   56.755,00
Por possuir uma grande diversidade de preços, necessidades e estilos, não foi quantificada a construção ou reforma do espaço físico, sendo esta uma necessidade a ser pensada de acordo com a localidade e estado do local onde será estruturada a empresa.
Fonte:
http://www.sebrae.com.br/
Procure o Sebrae mais próximo para maiores informações. O Sebrae é o ponto de apoio para micro e pequenos empreendedores.